O marco foi ultrapassado pouco depois das 15h00 em Lisboa, tendo o pico de 4,0141% sido atingido pelas 15:39.
Ao longo das duas horas seguintes, foram várias as vezes em que se situaram acima desta fasquia, mas acabaram por recuar até fecharem nos 3,971%.
Na quinta-feira, este valor chegou a atingir os 4,00%, mas hoje ultrapassou a barreira pela primeira vez desde 28 de março de 2017, quando se encontrou nos 4,013%.
Com o agravamento das perspetivas para a inflação, os investidores têm admitido a venda de obrigações, empurrando as ‘yields’ para máximos com vários anos.
A escalada das ‘yields’ acontece num contexto de subida do preço do barril de petróleo e do gás natural devido ao conflito no Médio Oriente e à perturbação da circulação de matérias-primas energéticas no estreito de Ormuz.
A meio do mês, os juros das obrigações dos Estados Unidos da América e da Alemanha atingiram máximos que recuavam a 2007 e 2009, respetivamente.
A inflação é, a par do mercado do trabalho, um dos principais indicadores para ditar o rumo da política monetária.
No início do mês, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou a segunda subida no ano das taxas de juro diretoras, ficando a principal nos 2,5%, um movimento que foi acompanhado pela Reserva Federal norte-americana.

Bolsa de Lisboa fecha no ‘verde’ com BCP a liderar ganhos
A bolsa nacional fechou hoje no ‘verde’, com o PSI a subir 0,21% para 9.704,60 pontos, impulsionada pelo BCP e com a Galp Energia e as construtoras Teixeira Duarte e Mota-Engil a travarem ganhos mais expressivos.
Lusa | 17:22 – 25/09/2026



