“Felicito a Colômbia e a liderança do Presidente Abelardo de la Espriella por romper as relações diplomáticas com o regime iraniano”, afirmou o chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, numa publicação nas redes sociais.
Saar qualificou a decisão de Bogotá como “uma postura clara contra o terrorismo, o narcoterrorismo e as perigosas ambições nucleares do Irão”.
“O mundo livre deve permanecer unido contra o regime iraniano”, acrescentou, citado pela agência espanhola EFE.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros colombiano confirmou na quinta-feira que Bogotá rompeu formalmente as relações diplomáticas com o Irão em 19 de setembro, embora mantendo as relações consulares.
O Governo de Espriella justificou a decisão por razões vinculadas à “segurança nacional e hemisférica”, bem como à “luta contra o crime transnacional”.
Bogotá considerou que o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, o braço armado do regime de Teerão, “representa um grave perigo para a paz e segurança internacional” para o designar como grupo terrorista.
“Este grupo reprime a população iraniana e realiza ataques em operações encobertas além das fronteiras do Irão”, alegou.
A Colômbia e o Irão mantinham relações diplomáticas desde 28 de abril de 1975, embora com interrupções no nível de representação.
A rutura ocorre após uma viragem da política externa colombiana com Espriella, na presidência desde agosto, um empresário de extrema-direita admirador confesso dos homólogos norte-americano, Donald Trump, e argentino, Javier Milei.
A mudança, com uma maior aproximação aos Estados Unidos, incluiu o restabelecimento das relações com Israel, cortadas durante o mandato de Gustavo Petro (esquerda) em maio de 2024, devido à ofensiva militar israelita em Gaza.
A embaixadora de Israel em Bogotá, Vivian Aisén, também se congratulou com a decisão e disse confiar que a “medida, incluindo a saída do embaixador iraniano do país, contribuirá para fortalecer a segurança da população colombiana”.
Inimigo declarado do Irão, Israel lançou uma ofensiva contra militar de grande envergadura contra Teerão em conjunto com os Estados Unidos em 28 de fevereiro.
O Irão respondeu com o bloqueio de vias estratégicas do comércio marítimo do petróleo e com ataques contra países da região, alargando a guerra a vários países do Médio Oriente.
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