Luís Montenegro cumpre hoje em Nova Iorque o segundo de três dias de uma visita oficial aos Estados Unidos para participar na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), e começou a agenda com um encontro de cerca de meia hora com o secretário-geral da organização, o português António Guterres.
No final, foi questionado pela comunicação social sobre qual o alinhamento político de Portugal com a administração norte-americana, começando por dizer que, “mais do que fazer uma apreciações e entrar em debates polémicos sobre o que se diz neste dia ou naquele”, Portugal deseja resultados positivos, como o acordo de segurança assinado entre EUA, Dinamarca e Gronelândia.
Questionado quem visava quando referiu, na semana passada, que a via seguida no conflito no Médio Oriente era EUA e Irão “era um caminho estúpido”, Montenegro disse tratar-se de “uma crítica geral a todos, àqueles que não têm capacidade de superar este bloqueio ao desenvolvimento global”.
Instado a concretizar se essa crítica inclui o chefe de Estado norte-americano, Montenegro respondeu afirmativamente.
“Inclui todos, isto é um absurdo, nós estamos todos a ser prejudicados, estamos todos a ser penalizados, estamos todos a contribuir para que o ambiente, a atmosfera social e económica à volta do mundo seja mais pesado e que as dificuldades apareçam na vida das pessoas, na vida das empresas, na vida das instituições e das organizações também”, disse.
O primeiro-ministro deixou um apelo ao sentido de responsabilidade geral “que integra todos, não deixa ninguém de fora”.
“Aqui não há exceções, somos todos chamados, as partes envolvidas e as partes que podem ter uma intervenção, a dar o nosso contributo. O meu desejo é que se aproveitem todas as iniciativas que estão em curso de restabelecer um memorando de entendimento que possa servir os interesses das partes conflituantes”, disse, referindo-se quer ao conflito no Médio Oriente, mas também à guerra na Ucrânia.
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