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O CENTCOM afirmou, em comunicado divulgado na rede social X, que a nova vaga de ataques teve início às 21h00 de Portugal continental, por ordem do Presidente, visando “degradar ainda mais as capacidades militares iranianas utilizadas para atacar navios mercantes no Estreito de Ormuz”.
A anterior vaga de ataques norte-americanos, a nona desde o retomar do conflito, foi concluída na última madrugada, tendo visado “centros de comando militares iranianos, instalações de defesa aérea e de vigilância costeira, meios marítimos, bases de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicações”.
Não houve qualquer reação imediata por parte do Irão relativamente a eventuais vítimas ou danos causados pelos ataques.
As hostilidades atingem um novo nível sem precedentes desde o cessar-fogo celebrado em abril para pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro.
No sábado, o CENTCOM anunciou a morte de dois militares norte-americanos – os primeiros desde o reinício das hostilidades a 07 de julho – e o desaparecimento de um terceiro, na sequência de “ataques com mísseis e drones iranianos” na sexta-feira na Jordânia.
O número de militares norte-americanos mortos desde o início da guerra, no final de fevereiro, ascende agora a 16.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, apelou no domingo à noite à comunidade internacional para se juntar aos Estados Unidos na “proteção da navegação” no Estreito de Ormuz.
O Irão reforçou o controlo sobre o estreito de Ormuz, por onde, antes da guerra com os Estados Unidos e Israel, passava um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos e cuja reabertura estava prevista no memorando de entendimento.
O estreito foi novamente encerrado pelo Irão desde o retomar das hostilidades. Em retaliação, os Estados Unidos reimplantaram um bloqueio aos portos iranianos.
Também hoje, um navio foi atingido ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos, adiantou uma agência britânica de vigilância marítima.
“O navio reportou ter sido atingido por um projétil desconhecido, causando danos no seu sistema de direção. Toda a tripulação está a salvo. Não há impacto ambiental”, sublinhou a Autoridade de Segurança Marítima do Reino Unido (UKMTO) em comunicado.
Hoje de manhã, a UKMTO tinha adiantado que um navio tinha sido atingido por um projétil no estreito de Ormuz, provocando um incêndio e a retirada da tripulação.
O jornal grego ‘Kathimerini’ noticiou que dois petroleiros de propriedade grega foram atacados no domingo à noite por projéteis de origem desconhecida quando transitavam pelo estreito de Ormuz.
De acordo com a consultora grega de risco marítimo MARISKS, os petroleiros eram o Kavomaleas, de bandeira maltesa, e o VLCC Acheloos, de bandeira liberiana, ambos operados pela empresa Dynacom, com sede em Atenas.
Já a Guarda Revolucionária do Irão, o exército ideológico do país, afirmou ter intercetado dois petroleiros que tentavam transitar pelo estreito de Ormuz sem autorização de Teerão.
Do outro lado do golfo, os rebeldes Huthis iemenitas não especificaram como irão implementar o seu bloqueio contra a Arábia Saudita, anunciado após o retomar do conflito no Iémen na semana passada, com trocas de tiros.
Riade, o maior exportador mundial de petróleo bruto, conseguia até então contornar o bloqueio de Ormuz utilizando o estreito de Bab el-Mandab.
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