Estas inundações atingiram a província oriental de Nuristão, disse Yousaf Hammad, porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Afeganistão, acrescentando que estava em curso uma operação de busca e salvamento para localizar os desaparecidos.
“Infelizmente, inundações severas hoje na cidade de Parun e em várias outras áreas da província de Nuristão causaram grandes perdas de vidas e de bens entre os nossos concidadãos”, afirmou Hammad, acrescentando que as inundações causaram grandes danos nas casas das pessoas, terras agrícolas e instalações públicas.
“Pedimos a todos os cidadãos que se mantenham afastados das áreas propensas a inundações e das zonas de risco”, apelou o mesmo responsável.
O Afeganistão é altamente vulnerável a eventos climáticos extremos, com neve e chuvas fortes que desencadeiam inundações rápidas, muitas vezes matando dezenas, ou mesmo centenas de pessoas de uma só vez.
Em 2024, mais de 300 pessoas morreram em inundações repentinas na primavera.
No início deste ano, pelo menos 110 pessoas morreram devido a inundações e deslizamentos de terra generalizados em várias partes do país.
Décadas de conflito, juntamente com infraestruturas deficientes, uma economia em dificuldades, desmatamento e os efeitos cada vez mais intensos das alterações climáticas, têm ampliado o impacto de tais desastres, particularmente em áreas remotas onde muitas casas são feitas de barro e oferecem proteção limitada contra inundações súbitas ou neve intensa.
“Ficámos tristes por saber que as inundações causaram perdas de vidas e danos materiais na província de Nuristão esta tarde”, afirmou o porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid. “Rezamos por aqueles que perderam a vida neste incidente e pela rápida recuperação dos feridos”, acrescentou.
Previa-se mais tempo extremo, com chuvas fortes, trovoadas, ventos fortes acompanhados de pó e areia, e inundações repentinas para 10 das 34 províncias do país, disse o departamento de meteorologia do Ministério dos Transportes e Aviação Civil afegão.
O ministério alertou os residentes para evitarem margens de rios e outras áreas com risco de inundações.
Leia Também: ONU alerta que ajuda ao Afeganistão é “mais crucial do que nunca”



