Uma idosa francesa doou toda a sua fortuna, de cerca de 1,7 milhões de euros, ao Museu de Belas-Artes de Limoges, em França, com apenas uma condição: que o dinheiro seja utilizado para comprar uma obra de arte… ou de Pierre-Auguste Renoir ou de Vincent Van Gogh.
Segundo conta o jornal francês Le Parisien, Georgette Laporte morreu aos 102 anos em outubro de 2025. Apaixonada por arte e sem descendentes, decidiu que toda a sua fortuna seria doada à cidade de Limoges, para que o Museu de Belas-Artes pudesse “enriquecer”.
“O meu desejo é permitir que este museu financie a aquisição de uma bela obra de Renoir ou Van Gogh”, escreveu no testamento.
Além de deixar como sugestão a compra de uma obra de Renoir, um dos principais pintores do estilo impressionista, nascido em Limoges, Laporte propôs também a aquisição de esmaltes de Limoges, que são peças artísticas em metal decoradas com esmalte vítreo, produzidas na cidade desde a Idade Média.
A Câmara Municipal de Limoges, que aceitou a herança numa reunião na passada quinta-feira, mostrou-se reticente em relação à possibilidade de adquirir um quadro de Renoir ou Van Gogh.
“Ela teve a gentileza de nos deixar 1,7 milhões de euros. Por outro lado, certamente não teremos meios para comprar um Renoir”, reconheceu Guillaume Guérin, presidente da Câmara de Limoges. “Muito menos um Van Gogh, cujos preços são ainda mais elevados”.
No entanto, o diretor do Museu de Belas-Artes, François Lafabrié, garantiu que “esta quantia considerável poderá permitir a aquisição de obras importantes, nomeadamente esmaltes”.
Além de doar a herança, a centenária tinha pedido que, “se a cidade quisesse agradecer”, a autarquia podia com o seu nome a rua Pommiers, onde os seus pais viveram e onde ela própria se tinha instalado em 1978. O pedido foi aceite pelo autarca.
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