Numa declaração televisiva, o porta-voz militar do grupo rebelde, Yahya Sarea, afirmou que nas operações foi utilizado “um grande número” de mísseis balísticos e de cruzeiro, assim como drones.
Estes “atingiram os seus alvos”, referiu, descrevendo-os como “alvos sensíveis” na capital saudita e nas instalações da petrolífera nacional saudita Aramco, em Yanbu.
Segundo Sarea, ambas as operações foram resposta dos huthis às operações militares sauditas no Iémen e atingiram os seus objetivos e provocaram “incêndios massivos” nos locais atacados.
A Arábia Saudita emitiu durante a noite de sexta-feira para hoje alertas de risco de ataques para a capital pela primeira vez desde o reinício das hostilidades com os huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, seguidos por fortes explosões ouvidas na cidade.
Os alertas em Riade foram os primeiros na capital saudita desde a mais recente escalada com os huthis. Não foram noticiadas vítimas nem danos depois de os alertas terem sido levantados.
O porta-voz do huthis advertiu que responderão à “escalada militar saudita” com mais ações militares, “bloqueio por bloqueio e escalada por escalada”.
A troca de ataques entre os dois lados ocorre num contexto de retomada dos combates terrestres entre os huthis, apoiados pelo Irão, e o governo do Iémen reconhecido internacionalmente, que tem Riade como seu principal apoiante.

Combates no sul do Iémen provocaram 48 mortos em 24 horas
Os combates no sul do Iémen entre as forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita e os combatentes houthis pró-iranianos causaram 48 mortos nas últimas 24 horas, informaram hoje fontes militares de ambos os lados.
Lusa | 15:28 – 19/09/2026



