De acordo com uma fonte militar citada pela Saba, o ataque teve como alvo as instalações de Najran, no sudoeste da Arábia Saudita, com recurso a um drone, e “a operação atingiu o objetivo”.
O ataque ocorreu “em resposta à violação da soberania iemenita por aviões de guerra sauditas, que penetraram o espaço aéreo sobre o nordeste” do país, segundo a mesma fonte.
Nem o Governo de Riade nem a Aramco reagiram ainda a esta informação.
Na quinta-feira, os rebeldes já tinham reivindicado a autoria de um ataque contra uma refinaria de petróleo saudita na região de Jizan, com recurso a dois drones.
Este foi o segundo ataque em menos de uma semana contra as mesmas instalações, que processam cerca de 400 mil barris de crude por dia e produzem derivados como gasolina e gasóleo.
As hostilidades reacenderam-se nas últimas semanas entre os Huthis, que controlam partes do Iémen, incluindo a capital, Sanaa, e a Arábia Saudita, que interveio militarmente no país vizinho em 2015 em apoio do Governo internacionalmente reconhecido.
A escalada começou no final do mês passado, quando os Huthis anunciaram um bloqueio marítimo à navegação saudita no mar Vermelho.
Desde então, os Huthis lançaram ataques com mísseis e drones contra navios mercantes no mar Vermelho e em território saudita, incluindo instalações petrolíferas.
Riade respondeu através da coligação que lidera com ataques contra algumas áreas controladas pelos rebeldes e anunciou também uma aliança marítima multinacional com o objetivo de proteger a navegação no mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb.
O bloqueio dos Huthis junta-se às restrições impostas pelo Irão no estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos bens petrolíferos antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.
Os rebeldes iemenitas retomaram também os ataques contra as forças do Governo internacionalmente reconhecido, depois de as partes terem alcançado um cessar-fogo em 2022.
Hoje, lançaram uma nova série de ataques com mísseis balísticos contra a cidade portuária de Moca, no mar Vermelho, controlada pelas autoridades governamentais, disseram meios de comunicação social militares das Forças Conjuntas, acrescentando que houve vítimas, embora sem detalhes.
Fonte militar precisou à agência de notícias France-Presse (AFP) que o ataque causou oito mortos.
O enviado especial da ONU para o Iémen, Hans Grundberg, alertou na quinta-feira o Conselho de Segurança que o país enfrenta atualmente a maior ameaça de um conflito em grande escala desde o cessar-fogo de 2022.
O enviado da ONU apontou também o regresso dos ataques dos Huthis contra navios mercantes no mar Vermelho e no golfo de Áden, num contexto em que “o comércio regional e os fluxos de energia já estão sob intensa pressão devido à crise no estreito de Ormuz”, resultante da guerra entre os Estados Unidos e o Irão.
Estes ataques “ameaçam aprofundar o envolvimento do Iémen no conflito regional mais vasto” e põem em perigo as vidas das tripulações dos navios comerciais, bem como da população iemenita, avisou Grundberg.
Antes do cessar-fogo na Faixa de Gaza, em outubro do ano passado, os Huthis já tinham colocado o tráfego marítimo comercial sob ameaça, ao largo da costa do Iémen, invocando solidariedade com o aliado palestiniano Hamas na guerra iniciada em outubro de 2023 com Israel.
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