“Dez funcionários da missão russa realizavam atividades na Hungria que, de acordo com a Convenção de Viena, são inaceitáveis para diplomatas”, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Orbán.
“O lado húngaro ordenou, portanto, que os indivíduos em questão abandonem o território húngaro”, acrescentou.
Esta é a primeira expulsão desde 2018, num país que anteriormente demonstrava uma postura pró-Rússia sob a liderança do nacionalista Viktor Orbán.
A ministra não especificou a natureza das atividades pelas quais os indivíduos foram acusados.
A Rússia reagiu rapidamente através do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
“A resposta ao ‘lobby’ russófobo em Budapeste será severa e dolorosa”, declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, à agência de notícias oficial russa TASS.
Em março de 2018, no âmbito da ação coordenada pelos países ocidentais após o envenenamento no Reino Unido do ex-agente duplo russo Serguei Skripal e da filha Yulia, a Hungria expulsou um diplomata russo que o Ministério dos Negócios Estrangeiros considerava um agente dos serviços de informações.
No entanto, o portal de notícias VSquare noticiou em maio, citando várias fontes governamentais anónimas, que um diplomata russo suspeito de espionagem e a mulher tinham sido discretamente expulsos alguns dias antes.
Após 2022, a Hungria, membro da União Europeia, mas que manteve laços estreitos com o Kremlin apesar da invasão russa da Ucrânia, não aderiu às expulsões em massa de diplomatas russos decididas por vários países europeus.
Desde a derrota de Viktor Orbán nas eleições parlamentares de abril, o novo primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, tem trabalhado para reforçar os laços com os parceiros da UE.
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