A decisão foi hoje confirmada ao portal de notícias Népszava pelo ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radoslaw Sikorski, que refere que Budapeste retirou a proteção concedida aos dois antigos responsáveis do partido de oposição Lei e Justiça (PiS), próximo de Orbán.
Os dois homens, o ex-ministro da Justiça Zbigniew Ziobro e o ex-vice-ministro da Justiça Marcin Romanowski, são procurados pelas autoridades polacas por vários alegados crimes, como corrupção, desvio de fundos públicos e participação em organização criminosa, o que levou à emissão de mandados de detenção europeus.
Romanowski recebeu asilo na Hungria no final de 2024 e o Ziobro em outubro de 2025.
Durante o mandato de Orbán (1998–2002 e 2010–2026), a Hungria teve uma das políticas de asilo mais restritivas da Europa.
A autorização de asilo dada por Orbán — cujo partido, o Fidesz, é aliado próximo do partido PiS — foi considerada pelo atual Governo polaco como um ato “hostil e inaceitável”, com Varsóvia a sublinhar que Budapeste ignorou o mandado de captura europeu.
Após vencer as eleições legislativas de abril, o novo primeiro-ministro húngaro, o conservador Péter Magyar, que mantém boas relações com o seu homólogo polaco, Donald Tusk, anunciou que iria revogar o asilo dos dois políticos.
Em maio, o próprio Magyar afirmou que Ziobro já tinha deixado a Hungria e fugido para os EUA, onde reside atualmente.
A Polónia suspeita que Orbán lhe terá fornecido um chamado “passaporte de Genebra”, um documento para refugiados que permite a liberdade de circulação.
O paradeiro de Romanowski é desconhecido, mas, segundo relatos da imprensa húngara e polaca, poderá ter fugido para a Sérvia ou para a Croácia após a mudança de Governo na Hungria, como noticia o portal de notícias húngaro 24.hu.
O mesmo portal cita órgãos de comunicação social polacos que afirmaram que o Presidente dos EUA, Donald Trump, pode ter ordenado a aceitação do pedido de visto de Ziobro.
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