As sondagens indicam que a AfD pode conquistar a maioria absoluta nas eleições regionais de setembro na Saxónia-Anhalt, no leste da Alemanha, o que significaria a formação de um governo regional pela primeira vez.
No sistema federal alemão, os governos estaduais têm amplos poderes em diversas áreas, incluindo atividades policiais e de inteligência.
Questionado pelo jornal Bild sobre as possíveis consequências de um governo regional do AfD para as bases militares nestes estados, Pistorius admitiu que já estão a ser ponderadas medidas.
“Estamos a analisar com muita atenção a questão de a quem podemos conceder acesso a informações confidenciais. Precisamos de o fazer, porque a segurança do nosso país está em causa”, disse Pistorius, membro do Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda.
Admitindo que se sentiria desconfortável em transmitir informações confidenciais a um ministro regional da AfD, o ministro justificou que “basta ouvir as declarações públicas de muitos representantes da AfD” para perceber que “os seus laços estreitos com [o presidente da Rússia Vladimir] Putin são óbvios”.
A AfD é frequentemente criticada pelas suas fortes ligações a Moscovo.
Outro estado no bastião oriental da AfD, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, também realizará eleições em setembro.
Embora o partido lidere as sondagens de intenção de voto neste estado, é menos provável que conquiste a maioria absoluta.
Desde que ficou em segundo lugar nas eleições federais de 2025, a AfD tem vindo a ganhar terreno de forma constante nas sondagens nacionais, enquanto a União Democrata Cristã e Social (CDU/CSU), de centro-direita, do chanceler Friedrich Merz, caiu para segundo lugar.
Uma sondagem nacional publicada hoje dava à AfD uma vantagem de oito pontos sobre a CDU/CSU, com os dois partidos a registarem 29% e 21% respetivamente.
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