“É um tema político e o BCP não faz comentários políticos. Os acionistas é que escolhem o BCP, não somos nós. O Estado é que decidirá se o BCP é ou não estratégico”, apontou Miguel Maya, em conferência de imprensa, em Oeiras, Lisboa, após a apresentação dos resultados do banco relativos ao primeiro semestre.
O presidente executivo do banco referiu ainda que a gestão do BCP vai permanecer muitíssimo profissional, com base no ‘core’ dos acionistas privados, mantendo a confiança de que este “será o caminho”.
“É um tema político e o Estado deve tomar a decisão. O BCP não tem capacidade de interferência sobre esta matéria”, sublinhou.
Em 21 de junho, o primeiro-ministro anunciou a criação de um fundo soberano de Portugal para o Estado poder intervir “em setores estratégicos” e uma reforma da justiça administrativa e fiscal.
Estas foram duas das oito áreas em que Luís Montenegro anunciou que o Governo irá avançar com medidas em breve, no discurso de encerramento perante o 43.ª Congresso do PSD em Anadia (Aveiro).
Sobre o fundo soberano de Portugal, Montenegro detalhou que será criado junto do IGCP, a Agência de Gestão da Dívida Pública, e apresentou-o como “um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos”.
“A intenção é termos participações acionistas relevantes em empresas estratégicas para o desenvolvimento do país e para a sua resiliência (…) Estamos a falar de participações em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias, se os concessionários das mesmas não cumprirem as suas obrigações”, disse.
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