A manhã estava a chegar ao fim em França quando a queda de uma aeronave em Tomblaine, perto de Nancy, se tornou no acidente de avião mais mortal da história do país, excluindo voos militares e comerciais. Morreram 11 pessoas.
A aeronave caiu numa zona muito próxima de residências, não tendo resultado em “danos colaterais”, já que nenhuma casa foi atingida ou outras vítimas foram registadas, de acordo com o autarca de Tomblaine, Hervé Féron.
O que se sabe até agora?
Para além da morte de todos os ocupantes, sabe-se que a situação aconteceu depois de a aeronave descolar no aeródromo mais próximo, onde no dia anterior tinha realizado 15 voos.
A aeronave do tipo Pilatus é habitualmente utilizada para saltos de paraquedas – e era esse o destino do voo de hoje também. No interior seguiam, para além do piloto, cinco instrutores e cinco alunos, que iam realizar o seu batismo de paraquedas. Os alunos eram um grupo de enfermeiros independentes, segundo uma fonte próxima do caso, citada pela agência Agência France-Presse (AFP).
As imagens, que pode ver na galeria acima, mostram a zona onde a avioneta se despenhou, que tem no dia de hoje um grande aparato policial e para a qual as autoridades estão a pedir que as pessoas evitem.
O acidente de aviação geral mais mortífero de sempre
De acordo com o banco de ados do Gabinete de Inquérito e Análise para a Segurança da Aviação Civil, “este é o acidente de aviação geral mais grave em termos de vítimas humanas” em França.
Explica a AFP que o termo aviação geral se refere a todas as atividades de aviação civil que não estejam relacionadas com transporte comercial. Antes deste, e segundo o banco de dados citado, os acidentes mais mortíferos anteriores nesta categoria datam de 24 de abril de 1988, quando nove pessoas morreram na queda de um avião que transportava paraquedistas perto do aeródromo de Lens-Benifontaine (Pas-de-Calais).
Também a 1 de novembro de 1997 um acidente semelhante aconteceu quando um pequeno avião do aeroclube de Laon caiu num lago perto de Laon (Aisne), matando também nove pessoas.
Piloto era “experiente” e famílias assitiram a queda
De acordo com o que o presidente do aeródromo de Grand Nancy Tomblaine explicou, o piloto era “experiente”. François Pélissier apontou ainda que “a posição do avião sugere que o piloto tentou iniciar uma curva”.
“Acho que estava entre 30 e 40 metros de altitude, o que é insuficiente […]”, afirmou ainda citado pela BFMTV, explicando que o avião “não pertence ao aeroporto e que em causa está “uma empresa que organiza eventos e aluga o serviço de pilotos e aviões”.
Ainda quanto ao piloto do avião – de quem é desconhecida a identidade, assim como das restantes vítimas -, Pélissier apotnou que ele “reabasteceu bastantes vezes”.
A empresa em causa “trabalha com o parque há mais de dez anos e organiza diversas experiências de paraquedismo todos os anos”, explicou.
O ministro do Interior de França, Laurent Nuñez, foi até ao local do acidente, disponibilizando toda a ajuda do governo francês neste caso.
Nuñez expressou ainda tristeza pelo fato de “algumas famílias das vítimas estarem presentes no local”, acrescentando que “isso só aumenta o choque”.
Veja as imagens na galeria acima.
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