Doze crianças, com idades compreendidas entre os dois meses e os oito anos, foram encontradas na garagem de uma casa na cidade francesa de Yerres, na passada quinta-feira, 16 de julho. No momento em que foram descobertos, os menores estavam ao monte dentro de um carro na escuridão.
A revelação foi feita pela polícia, depois de ter sido chamada ao local pelos serviços sociais, conta o 20minutes. Duas mulheres foram detidas.
Na manhã da descoberta, os profissionais do Serviço de Proteção Materno-Infantil (competência do Instituto da Segurança Social em Portugal) chegaram à porta da casa transformada em creche para uma inspeção surpresa. Quando uma das cuidadoras se recusou a abrir a porta, tiveram de chamar a polícia, que por sua vez encontrou as crianças.
Quando confrontadas pelas autoridades, as mulheres abriram a porta e viram cinco crianças na sala de jogos da casa. Tudo parecia em ordem. A situação complicou-se quando tentaram aceder à garagem.
Uma das auxiliares voltou a tentar impedir a passagem, o que levantou suspeitas junto dos agentes da polícia. Insistiram e acabaram por encontrar as outras doze crianças, sozinhas, amontoadas dentro de um carro.
Segundo Nicolas Dupont-Aignan, o presidente da Câmara de Yerres, descreveu ao mesmo meio, os menores estavam naquele local há mais de uma hora e várias já choravam. Entre eles estavam dois bebés de dois meses.
A descoberta confirmou assim as desconfianças dos serviços sociais, que tinham recebido uma denúncia a dar conta de um número excessivo de crianças na creche ilegal.
As duas auxiliares foram detidas: a dona do estabelecimento, que tinha licença para cuidar de apenas quatro crianças, e uma segunda mulher, cuja licença tinha sido revogada em 2021 e que era suspeita num caso de síndrome de bebé sacudido.
Siham, a proprietária da casa transformada em creche, tem 35 anos e negou as acusações. Já Christine a segunda mulher, na casa dos 40 anos, ainda tentou fugir antes de se entregar, e foi a primeira a confessar.
A maioria dos pais envolvidos ficaram completamente surpresos com a notícia. Uma fonte próxima do caso explicou ao Parisien que “tinham o hábito de deixar e buscar os filhos numa espécie de vestíbulo na entrada. Nunca viam as salas principais e, portanto, nunca sabiam o número exato de crianças”.
Já foram presentes a tribunal, na segunda-feira, para uma audiência imediata sobre as acusações de crime de exposição ou abandono , “trabalho não declarado” e “exercício de atividade regulamentada apesar da sua anulação ou suspensão”.
O julgamento foi adiado, mas as mulheres seguem em liberdade sob supervisão judiciária. A creche foi fechada.
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