A Procuradoria Nacional Antiterrorista de França (PNAT) disse que a investigação foi aberta em 01 de julho e entregue ao Gabinete Central de Combate aos Crimes contra a Humanidade (OCLCH), tendo por base alegados atos de tortura definidos pela Convenção das Nações Unidas contra a Tortura, de 1984.
As denúncias foram apresentadas por dois participantes na flotilha, cuja missão pretendia romper o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.
Trata-se da segunda investigação deste tipo aberta pela procuradoria especializada em poucas semanas.
No início de junho, a PNAT iniciou outro inquérito por alegados crimes de guerra e atos de tortura, na sequência de um relatório do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês sobre o tratamento dado por Israel a cidadãos franceses que participaram numa outra flotilha humanitária, em maio de 2026.
No âmbito dessa primeira investigação, o OCLCH começou a contactar os cerca de 30 cidadãos franceses que integravam a missão e já ouviu alguns deles, indicaram fontes próximas do processo.
As acusações surgiram num contexto de crescente condenação internacional sobre o tratamento dado aos cerca de 430 ativistas de várias nacionalidades que participaram na flotilha destinada a quebrar o bloqueio marítimo e terrestre à Faixa de Gaza.
As autoridades militares e prisionais israelitas rejeitaram essas acusações.
Entretanto, Itália abriu uma investigação semelhante e a Austrália anunciou a realização de um inquérito independente.
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