“Alison-Madueke foi absolvida de seis acusações de corrupção pelo Tribunal da Coroa de Southwark (…) após um julgamento de cinco meses conduzido pela Agência Nacional de Combate ao Crime”, referiu em comunicado um dos seus advogados.
O julgamento da ex-ministra começou em janeiro. Foi julgada por alegados crimes cometidos no Reino Unido, onde possuía residência, durante o seu período como ministra entre 2010 e 2015.
De acordo com as acusações, recebeu pelo menos 100 mil libras (115 mil euros) em dinheiro, carros com motorista, viagens em jatos privados, pagamento das propinas escolares do filho e vários presentes de lojas de luxo.
Terá também beneficiado de residências em bairros nobres de Londres, com empregados domésticos, remodelações e mobiliário.
Durante o julgamento, a acusação argumentou que estes subornos permitiram a Alison-Madueke levar “uma vida de luxo no Reino Unido” e não deveriam ter sido aceites, dada a sua posição.
A defesa, por sua vez, alegou que as despesas de facto ocorreram devido à “proibição de um ministro nigeriano possuir uma conta bancária no estrangeiro”, mas que foram posteriormente reembolsadas na Nigéria.
Desde a sua detenção no Reino Unido, em 2015, esta antiga política não conseguiu regressar ao seu país.
Presidente da OPEP de 2014 a 2015, Alison-Madueke está envolvida noutros processos judiciais, principalmente nos Estados Unidos.
Na Nigéria, várias das suas casas e apartamentos, avaliados em milhões de dólares, foram confiscados pela justiça em 2017.
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