O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, instou hoje os países parceiros a “cessarem imediatamente” o comércio com a Nicarágua, após o parlamento deste país ter votado a exclusão dos partidos da oposição das eleições.
© Aaron Schwartz / AFP via Getty Images
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“As ditaduras que atropelam os direitos dos seus cidadãos não devem usufruir das mesmas vantagens económicas ou políticas que os governos empenhados na defesa da paz e da segurança”, afirmou em comunicado o chefe da diplomacia de Washington, denunciando uma “ditadura brutal” e apelando à comunidade internacional para aumentar a pressão sobre Manágua.
A Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou por unanimidade, na terça-feira, uma reforma constitucional que impede a participação de membros da oposição nas eleições, consolidando ainda mais o poder do Presidente Daniel Ortega e da primeira-dama e co-presidente Rosario Murillo.
No início de agosto, os Estados Unidos e os seus aliados regionais instaram a Organização dos Estados Americanos (OEA) a tomar medidas contra a Nicarágua, em resposta à reforma eleitoral.
“A guerra travada por Murillo e Ortega contra a democracia ameaça a estabilidade e a prosperidade” do continente americano, prosseguiu Rubio.
Washington «continua empenhado em identificar e implementar medidas para lidar com as violações dos direitos humanos cometidas por Murillo e Ortega, incluindo em organismos como a OEA», afirmou.
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