O acordo foi assinado numa cerimónia realizada na capital da Etiópia, Adis Abeba, pelo diretor executivo da Ethiopian Airlines, Mesfin Tasew, e pelo vice-presidente sénior de Vendas Comerciais e Marketing da Boeing, Brad McMullen.
Mesfin destacou que o acordo inclui oito encomendas firmes do Boeing 777-8 Freighter, um avião de carga de última geração, cujas entregas estão previstas entre 2033 e 2035.
Além disso, o acordo inclui dois Boeing 777 Freighter da geração atual, cujas entregas estão previstas para 2027 e 2028, o que eleva o total de aviões encomendados a uma dezena.
“No âmbito da nossa estratégia Visão 2040, prevemos expandir as nossas operações de carga através da incorporação de mais aviões de carga”, afirmou Mesfin, citado pela agência noticiosa pública etíope ENA, sem revelar o custo da operação.
O presidente da companhia aérea de bandeira etíope destacou também a longa colaboração entre a Ethiopian Airlines e a Boeing, referindo que quase 80 % dos aviões a jato da companhia são fornecidos pelo fabricante norte-americano.
“Das 102 encomendas firmes, 84 correspondem à Boeing e serão entregues nos próximos sete anos”, acrescentou o alto executivo.
Por seu lado, McMullen salientou que a parceria entre a Boeing e a Ethiopian Airlines abrange os quase oitenta anos de história da companhia aérea.
“Hoje, reconhecemos a Ethiopian Airlines como a primeira companhia aérea africana a encomendar mais um membro da família 777X, o 777-8 Freighter”, referiu o vice-presidente.
A colaboração entre ambas as empresas vai além da venda de aeronaves e abrange o desenvolvimento integral do ecossistema aeronáutico da Etiópia.
“Esperamos construir o futuro juntos”, acrescentou o vice-presidente sénior de Vendas Comerciais e Marketing da Boeing.
A companhia aérea está a contribuir para o financiamento de um plano de 12.500 milhões de dólares (cerca de 11.000 milhões de euros) para a construção do Aeroporto Internacional de Bishoftu, situado a quase 50 quilómetros de Adis Abeba.
O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, inaugurou oficialmente, em janeiro passado, as obras do aeroporto, que ambiciona tornar-se o maior de África e um dos maiores do mundo.
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