Cerca de 200 militares espanhóis saíram hoje de Madrid rumo à Roménia para assumir esta missão, que se prolongará até ao final do ano, revelou o Ministério da Defesa de Espanha, num comunicado.
Além dos militares, seguem para a Roménia desde Madrid caças F-18 e helicópteros NH90, entre outros meios.
A unidade da força aérea espanhola “assume as rédeas da Polícia Aérea Reforçada da NATO na Roménia” e cerca de 200 pessoas encarregar-se-ão “de garantir a segurança do espaço aéreo do flanco este” da organização, sublinhou o Ministério da Defesa.
“A ameaça mais preocupante, neste momento, é a volatilidade do espaço aéreo por causa da incursão, quase permanente, de drones”, referiu o ministério na mesma nota, sublinhando que os pilotos espanhóis têm “preparação específica para os derrubar”.
A Polícia Aérea Reforçada da NATO (ou Aliança Atlântica, de cooperação em defesa de países europeus e da América do Norte) funciona no flanco leste da organização desde 2014, quando a Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia.
A Roménia abateu em 24 de julho um drone no seu espaço aéreo pela primeira vez desde o início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, afirmou o Presidente romeno, Nicusor Dan.
O Exército conseguiu abater o drone porque a zona onde foi avistado era desabitada – localizada a cerca de 100 quilómetros de Bucareste -, explicou na altura o chefe de Estado romeno.
As incursões de drones na Roménia são frequentes no mar Negro e ao longo da fronteira com a Ucrânia. A Roménia e a União Europeia (UE) já denunciaram a responsabilidade da Rússia por estes incidentes de segurança.
A Roménia, país com 19 milhões de habitantes, tornou-se um dos membros da NATO mais expostos às consequências da guerra na Ucrânia.
A sua costa oriental, banhada pelo mar Negro, encontra-se próxima de zonas regularmente alvo de ataques aéreos russos.
As autoridades romenas anunciam desde 2023 repetidamente a descoberta de fragmentos de drones após ataques a portos ucranianos no Danúbio, a principal rota de exportação de cereais.
Leia Também: NATO aprova investimento em rede de abastecimento de combustível



