Em maio, os empréstimos para habitação cresceram 10,8% em termos anuais, o valor mais elevado desde fevereiro de 2003, divulgou esta segunda-feira o Banco de Portugal (BdP).
“Em maio de 2026, o montante total de empréstimos concedidos a particulares cresceu 10,5%. No mesmo período, o stock de empréstimos para habitação aumentou 1150 milhões de euros, atingindo 115,7 mil milhões de euros no final de maio. Em comparação com o mês homólogo, cresceu 10,8%, a maior subida registada desde fevereiro de 2003. A taxa de variação anual dos empréstimos para habitação manteve, assim, a trajetória de aumento iniciada em 2024″, pode ler-se no comunicado divulgado pelo supervisor da banca.
Já o montante de empréstimos ao consumo e outros fins subiu 209 milhões de euros em maio, totalizando 35,1 mil milhões de euros.
“A taxa de variação anual diminuiu para 9,2%, refletindo um aumento nos empréstimos para outros fins (para 9,3%) e uma redução nos empréstimos ao consumo (para 9,2%)”, adianta ainda o supervisor da banca.
Empréstimos a empresas
Também no final de maio de 2026, o stock de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas atingiu 76,2 mil milhões de euros, mais 145 milhões do que no final de abril. Em termos homólogos, observou-se um crescimento de 5,5%, abaixo dos 6,2% registados em abril.
“Os empréstimos às microempresas, pequenas empresas e médias empresas continuaram a crescer relativamente ao período homólogo (+12,3%, +7,2% e +0,4%, respetivamente). Em contraste, os empréstimos às grandes empresas apresentaram uma taxa de variação anual negativa (-0,5%)”, explica o supervisor da banca.
O BdP revela ainda que o “crédito ao setor da construção e atividades imobiliárias desacelerou pela primeira vez desde dezembro de 2025, atingindo uma taxa de variação anual de 11,9% (12,1% em abril)”.
Já “nos setores do comércio, transportes e alojamento, a taxa de variação anual reduziu-se para 4,6% (5,8% em abril)”, sendo que “esta desaceleração foi visível nos setores isoladamente: a taxa desceu para 4,6% no alojamento e restauração (5,5% em abril), para 6,6% no comércio (8,1% em abril) e para -1,3% no setor dos transportes e armazenagem (-0,4% em abril)”.
“O setor das indústrias e eletricidade apresentou uma taxa de variação anual positiva de 0,6%, após um crescimento de 1,6% em abril”, pode ler-se.
E os depósitos?
No mesmo mês, o “stock de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 203,0 mil milhões de euros, mais 398 milhões do que em abril”.
“Esta subida refletiu aumentos de 197 milhões de euros nas responsabilidades à vista (maioritariamente depósitos à ordem) e de 202 milhões nos depósitos a prazo (que incluem depósitos com prazo acordado e depósitos com pré-aviso). Em termos homólogos, o stock de depósitos de particulares cresceu 4,6% (4,9% em abril)”, explica o BdP.
O stock de depósitos das empresas nos bancos residentes atingiu 79,1 mil milhões de euros no final de maio, mais 231 milhões do que no final do mês anterior. A taxa de variação anual diminuiu para 12,2%, abaixo dos 12,6% registados em abril.
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