“Como já tinha tido a oportunidade de vos dizer em algumas ocasiões, esta é uma crise diferente de 2022. Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, a inflação já estava nos 6%. A inflação está muito longe desses valores, a inflação core, ou seja, sem energia e sem bens alimentares, continua próxima dos 2%“, explicou Miranda Sarmento, em declarações aos jornalistas transmitidas pela RTP Notícias.
O governante lembra que o BCE “decidiu subir as taxas de juro, mas estamos numa situação muito diferente, quer do ponto de vista de inflação, quer do ponto de vista de taxas de juro do Banco Central, e depois aquelas que interessam às pessoas, a Euribor, mas obviamente, a decisão do Banco Central também tem impacto. Estamos muito longe da situação de 2022”.
Relativamente ao impacto para as famílias portuguesas, Miranda Sarmento esclarece que “as famílias têm assistido a um aumento da Euribor, [mas] ainda muito longe daquilo que aconteceu em 2022”.
“A Euribor, dependendo das maturidades, mas está próxima de 2,5%, em 2022 chegou a ultrapassar os 4%, portanto, veremos nos próximos meses. Há muita incerteza sobre a situação no Médio Oriente (…) que naturalmente é má para a economia, mas estamos muito longe do que aconteceu em 2022, quer em termos de inflação, quer em termos de taxas de juro, e as perspectivas para a economia portuguesa continuam a ser bastante positivas“, apontou.
BCE aumentou as taxas de juro
O Banco Central Europeu (BCE) anunciou, esta quinta-feira, um aumento das três taxas de juro diretoras em 25 pontos base. A decisão já era esperada pelos analistas e vai ter impacto na prestação da casa daqueles que têm crédito à habitação com taxa variável. Trata-se do primeiro aumento em quase três anos, desde setembro de 2023.

Prestação da casa vai mesmo subir: BCE aumenta taxas de juro
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, esta quinta-feira, aumentar as três taxas de juro diretoras em 25 pontos base. Significa isto que a prestação da casa de quem tem crédito à habitação com taxa variável vai mesmo subir.
Beatriz Vasconcelos | 13:15 – 11/06/2026
“O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) está empenhado em definir a política monetária de modo a assegurar que a inflação estabiliza no objetivo de 2% a médio prazo. Em consonância com este compromisso, decidiu hoje aumentar as três taxas de juro diretoras do BCE em 25 pontos base”, pode ler-se num comunicado.
A instituição acrescenta que a “guerra no Médio Oriente está a gerar pressões inflacionistas e a decisão de aumentar as taxas de juro apresenta-se robusta face a um conjunto de cenários, que mapeiam a forma como o choque poderá evoluir e afetar as perspetivas de médio prazo para a área do euro”.
De acordo com o BCE, “as perspetivas mantêm-se incertas, com riscos em sentido ascendente para a inflação e em sentido descendente para o crescimento económico”.
“As plenas implicações da guerra para a inflação e o crescimento a médio prazo dependerão da intensidade e da duração do choque sobre os preços dos produtos energéticos, assim como da magnitude dos seus efeitos indiretos e de segunda ordem. Esta incerteza espelha-se igualmente no vasto leque de resultados para a inflação e o crescimento nos cenários ilustrativos atualizados elaborados por especialistas do Eurosistema”, pode ler-se no mesmo comunicado.
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