Um homem britânico de 38 anos foi internado, na segunda-feira, num hospital psiquiátrico depois de ter roubado de animais e abandonar as carcaças e restos mortais junto de igrejas em New Forest, Inglaterra.
Benjamin Lewis, um homem fascinado por vampiros e cemitérios, foi internado num hospital depois de ter sido apanhado a deixar cadáveres de ovelhas e veados junto de portas de igrejas, o que deixou a população assustada e os donos de gado indignados.
Para capturarem Lewis, as autoridades começaram a vigiar locais eclesiásticos em datas específicas do calendário satânico. O britânico acabaria por ser detido após terem sido identificados vestígios de ADN em restos mortais de um cordeiro, explica o jornal The Guardian.
Benjamin Lewis confessou ter causado assédio intencional com agravante religiosa, alarme, além do roubo dos animais.
Numa audiência passada, quando lhe foi pedido para se identificar, respondeu: “Conde Drácula”.
Na leitura da sentença, o juiz decidiu que Lewis seria internado num hospital psiquiátrico até que um juiz ou um tribunal considerassem ser seguro libertá-lo.
Benjamin Lewis, que apareceu na leitura da sentença através de videoconferência, pediu desculpa às vítimas e afirmou não guardar rancor dos polícias que o detiveram.
Em declarações aos jornalistas fora do tribunal, uma polícia de Hampshire, Jessica Surman, referiu que este caso foi o mais incomum em que já trabalhou.
“É um daqueles casos em que pensas que já chegou ao fim as bizarrices e então acontece mais alguma coisa e complica tudo”, afirmou, acrescentando que Lewis acreditava que beber sangue prolongaria a sua vida.
“E, se bebesse o suficiente, não iria para o inferno, não morria e tornar-se-ia vampiro”, apontou.
As autoridades iniciaram a investigação quando começaram a aparecer animais mortos junto de igrejas, tendo depois percebido um padrão nos crimes de Lewis. “Conseguíamos quase prever quando atacaria”, disse.
“Tivemos pessoas tão perturbadas e assustadas com a situação que não conseguiam ir à igreja”, salientou.
Já a procuradora Laura Deuxberry explicou, em tribunal, que Benjamin Lewis deixava os cordeiros e veados tanto do lado de fora como dentro de igrejas e que, por vezes, deixava uma cruz invertida. Também chegou a deixar uma carta de tarot.
Entre outras coisas, Lewis chegou a crucificar um cordeiro no cimo de uma igreja e um outro foi colocado junto da imagem de Maria. Outro animal foi deixado no púlpito.
A procuradora adiantou ainda que um dos incidentes ocorreu num centro de saúde mental comunitário que ficava próximo da casa do homem, onde foi deixada a cabeça de um veado e uma cruz invertida nos portões.
Já quando as autoridades revistaram a casa de Lewis, encontraram esboços de vampiros, anotações sobre rituais e referências a sugar sangue.
Os crimes de Benjamin Lewis ocorreram entre fevereiro e agosto de 2025.
Em tribunal, foi também ouvido um psiquiatra que revelou que Lewis tinha “dificuldade complexas de saúde mental” e que, recentemente, tinha sido transferido para um hospital com um maior nível de segurança. Contou ainda que Lewis, aos 13 anos, deixou um sapo morto numa igreja, dizendo temer que o britânico pudesse magoar tanto humanos como animais.
No primeiro hospital onde esteve internado, Benjamin Lewis agrediu outros pacientes e tentou inclusive agredir o psiquiatra durante uma consulta.
Por sua vez, o advogado de defesa afirmou que Lewis está arrependido e que tinha reconhecido que o tinha feito estava errado.
De notar que, segundo o The Guardian, esta não é a primeira vez que Benjamin Lewis tem problemas com a justiça. Em 2003, foi detido por aterrorizar um vigário e a família, tendo alegado ser um vampiro.
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