Segundo um comunicado do Conselho da UE, as medidas restritivas visam o Prince Holding Group no Camboja — que constrói edifícios e complexos para centros de burlas neste país e em Myanmar – e o seu presidente, Chen Zhi.
Estes centros de burlas perpetram fraudes em investimentos em criptomoedas e outros esquemas fraudulentos e, no interior destes centros, muitas vítimas de vários países são traficadas ou atraídas sob falsos pretextos, mantidas contra a sua vontade e forçadas a realizar burlas online direcionadas a vítimas em todo o mundo.
Para além disso, as vítimas que trabalham nestes centros relatam abusos, tortura, sequestro e detenção ilegal dentro destes complexos.
Também no Cambodja, a UE está a incluir na lista o Jin Bei Group, um conglomerado que desenvolve casinos e complexos de centros de burlas com o mesmo objetivo de perpetrar fraudes em investimentos em criptomoedas e outros esquemas fraudulentos.
O presidente do Jin Bei Group, Zhu Zhongbiao, também foi hoje incluído na lista.
Foram também impostas medidas restritivas ao Exército Benévolo Karen Democrático (DKBA), um grupo armado birmanês que controla território no estado de Karen, em Mianmar, em redor de Myawaddy, na fronteira entre Mianmar e a Tailândia.
O DKBA é responsável por facilitar centros de burlas em grande escala, ao permitir que estes complexos ilegais operem sob a sua proteção e ao possibilitar que redes criminosas funcionem nas áreas sob o seu controlo.
Há relatos de que soldados do Exército Benévolo Karen Democrático participam em atos de violência contra vítimas de tráfico humano presas dentro dos complexos.
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