Mais de um milhão de refugiados vivem no campo na cidade de Cox’s Bazar, com o chefe local do Serviço de Bombeiros e Defesa Civil, Dollar Tripura, a indicar que o deslizamento ocorreu enquanto as crianças estavam em aulas.
Segundo o responsável, foram resgatadas outras cinco crianças feridas, mas teme-se que mais possam estar soterradas
Três dias antes, deslizamentos de terras já tinham causado pelo menos oito mortos em campos rohingya na mesma região. O serviço meteorológico da capital, Daca, prevê mais chuvas nos próximos dias.
As autoridades do Bangladesh afirmaram estar a relocalizar refugiados das zonas de risco nas colinas, tendo já transferido mais de mil pessoas, e acrescentando que os refugiados resistem muitas vezes a abandonar as suas casas improvisadas, apesar dos avisos.
Os rohingya são um grupo étnico minoritário predominantemente muçulmano que vive há séculos no Myanmar, país de maioria budista.
Devido a várias ofensivas militares violentas mais de um milhão de rohingya fugiram para o vizinho Bangladesh, onde vivem nos campos de refugiados superlotados.
O Bangladesh tem apelado há anos à comunidade internacional para ajudar o país a iniciar a repatriação dos refugiados para Myanmar, mas o processo permanece bloqueado.
Mais de 100 mil pessoas foram mortas desde o início da guerra civil em Myanmar (antiga Birmânia), na sequência de um golpe de Estado militar em 2021.
Há cinco anos, o exército pôs fim a uma década de experiência democrática neste país do Sudeste Asiático, derrubando o Governo eleito de Aung San Suu Kyi e detendo a vencedora do Prémio Nobel da Paz.
As manifestações contra o golpe foram então reprimidas pelas forças de segurança, mas os ativistas pró-democracia abandonaram as cidades para combater a junta militar ao lado de movimentos armados de minorias étnicas há muito hostis ao poder central.
A guerra afetou indiretamente os países vizinhos, para onde fugiram muitos refugiados, acolhidos em campos na Tailândia e no Bangladesh.
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