“Estamos abertos a relações comerciais e de negócios com empresas norte-americanas, tal como estamos com qualquer outro país”, sublinhou o ministro da pasta da diplomacia cubana, na Assembleia-Geral da ONU.
Neste sentido, referiu o processo de implementação das 176 reformas económicas adotadas em junho último na ilha, que procuram liberalizar e descentralizar a economia, embora tenha reiterado que são medidas que visam “persistir na construção do socialismo”.
Insistiu que o Governo de Havana continua “disposto ao diálogo com os Estados Unidos para tentar encontrar uma solução para as divergências bilaterais”.
No entanto, salientou que estes processos devem ocorrer “com base na seriedade, no respeito, na igualdade soberana, na observância do direito internacional e sem ingerência nos assuntos internos nem pré-condições”.
Sobre uma eventual intervenção militar dos EUA em Cuba, Rodríguez reiterou que “persiste a ameaça do uso da força militar”, uma ação que, “a concretizar-se, constituiria um crime de grande magnitude, provocaria mortes de cubanos e de jovens norte-americanos e uma enorme destruição”.
“Esperamos que nunca ocorra”, salientou, referindo que, em caso disso, “Cuba exerceria com toda a sua determinação e energia o seu legítimo direito a defender-se”.

Economia cubana caiu 5% em 2025 no seu 3.º ano em “números vermelhos”
A economia de Cuba recuou cerca de 5% em 2025, colocando a ilha pelo terceiro ano consecutivo em “números vermelhos”, segundo as estimativas do Centro de Estudos da Economia Cubana (CEEC) publicadas sexta-feira.
Lusa | 07:11 – 26/09/2026



