Os SIDS, mais de meia centena de países e territórios, enfrentam desafios socioeconómicos e ambientais únicos e são muito vulneráveis às alterações climáticas, aponta o relatório, no qual se pede mais apoio para que estes países se tornem mais resilientes às alterações climáticas.
O relatório Lancet Countdown 2025 sobre “Saúde e Alterações Climáticas nos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento”, mostra que as populações desses países continuam a “suportar um fardo desproporcional e crescente sobre a saúde devido às alterações climáticas”.
Dados do relatório indicam que em 2024 o calor ambiente representou uma média recorde de 3.000 horas de risco moderado de stress térmico durante o exercício leve ao ar livre.
Nesse ano, cerca de 4,4 mil milhões de horas de trabalho podem ter sido perdidas devido ao calor extremo, o valor mais elevado desde o começo da monitorização, em 1990.
Segundo o documento, também devido às alterações climáticas, está a aumentar o risco de dengue, chicungunha e outras doenças transmitidas por mosquitos.
A seca prolongada levou mais 2,7 milhões de pessoas a uma insegurança alimentar moderada a grave, e nos oceanos o aquecimento continuou a ameaçar a pesca, os meios de subsistência e a segurança alimentar marinha em todas as nações insulares, indica também o relatório.
Os esforços de adaptação, alerta, continuam a ser limitados pela capacidade institucional restrita, financiamento climático fragmentado e investimento insuficiente na adaptação na área da saúde. Apenas 10 dos 58 SIDS têm planos nacionais dedicados à saúde e à adaptação climática.
Apesar dos desafios, o relatório aponta progressos. A capacidade de energia fotovoltaica mais do que duplicou desde 2020, e os sistemas de alerta precoce estão a melhorar.
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