O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 0,09 dólares acima dos 79,36 dólares com que encerrou as transações na terça-feira.
Após ter acumulado uma queda de mais de 12% nas duas primeiras sessões da semana, perante as perspetivas otimistas do mercado quanto à retoma dos esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, o petróleo Brent caiu abaixo dos 80 dólares por barril, face aos cerca de 90 dólares da semana anterior.
O preço do ‘ouro negro’ praticamente não sofreu alterações com as perspetivas de acordo entre o Irão e Omã sobre as características geográficas de uma nova rota marítima no estreito de Ormuz, enquanto os investidores aguardavam a sua implementação.
Ambos os países admitem estar na “fase final” da elaboração de uma declaração conjunta sobre o entendimento, mas também que o acordo está sujeito à condição de que “certos terceiros” não “obstruam” o processo, sublinhou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, numa referência aos Estados Unidos.
Este acordo, em princípio, significaria a reabertura imediata do estreito de Ormuz ao tráfego comercial, mas Teerão mantém a posição de que o estreito não pode ser considerado seguro, enquanto persistir o bloqueio naval norte-americano aos navios e portos iranianos, juntamente com outras “ações ameaçadoras” contra a República Islâmica.
Já o Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou o Irão na terça-feira de que o país sofreria um “golpe muito duro” caso se retirasse novamente das negociações de paz com Washington, depois de ter ordenado o cancelamento, no último fim de semana, de um “ataque maciço” contra o país e de ter feito um ultimato para que se chegasse a um acordo que pusesse fim ao conflito e impedisse Teerão de desenvolver armas nucleares.
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