A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, acusou o governo da Venezuela de a estar a tentar impedir de regressar ao país. A vencedora do Nobel da Paz já havia adiantado que tinha chegado “a hora” de regressar, após os sismos da passada quarta-feira.
“Meus queridos venezuelanos, estou na cidade do Panamá, de onde tinha previsto viajar para a Venezuela”, começou por dizer num vídeo partilhado nas redes sociais.
E acrescentou: “O regime fechou o espaço aéreo do vosso país para me tentar impedir”.
María Corina Machado explicou ainda que quer “voltar para a Venezuela” para acompanhar os venezuelanos “nestas horas angustiantes”, acrescentando que, no dia 24 de junho, decidiu regressar ao seu país para enfrentar com os seus compatriotas a catástrofe que assolou a região.
“O regime quer bloquear o meu regresso e o de milhares de compatriotas que querem ir ajudar”, disse, acusando ainda o governo venezuelano de bloquear a viagem de equipas humanitárias e de querer condicionar o trabalho dos jornalistas no terreno.
Para Corina Machado, o governo liderado pela presidente interina, Delcy Rodríguez, quer “enterrar a verdade enquanto os venezuelanos querem enterrar os mortos com dignidade”.
“O regime chegou ao ponto extremo de fechar o espaço aéreo comercial da Venezuela para impedir a minha entrada. Cancelar os voos de todas as companhias aéreas num momento de emergência é absolutamente inconcebível”, sublinhou.
A Nobel da Paz de 2025 destacou ainda que está “disposta a fazer o que for preciso” e a “conversar com quem for preciso” para “coordenar e servir” o povo venezuelano.
“Estou pronta e próxima da Venezuela. Farei o que for preciso para vos encontrar”, afirmou.
Venezolanos, sobre mi regreso a Venezuela: pic.twitter.com/UhSCsM3ovi
— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) June 29, 2026
De recordar que a líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, disse na segunda-feira que “chegou a hora” de regressar ao seu país, após os sismos da passada quarta-feira, e que estará com o seu povo “muito em breve”.
“Chegou a hora. É meu dever estar com o meu povo. Precisamos de estar juntos para nos abraçarmos, chorarmos, lamentarmos juntos, mas também para nos fortalecermos mutuamente neste momento tão difícil”, afirmou no exílio, em entrevista ao canal televisivo norte-americano Fox News.
Corina Machado, note-se, está exilada desde o final de 2015, depois de ter estado escondida na Venezuela desde as eleições de 2014 para evitar a prisão por parte do governo de Nicolás Maduro.
María Corina Machado pediu força e união ao povo venezuelano, numa mensagem nas redes sociais, assim que ocorreu o terramoto.
Na quarta-feira, a Venezuela sofreu dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter que causaram pelo 1.719 mortos e milhares feridos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

Maria Corina Machado diz que “chegou a hora” de regressar à Venezuela
A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, disse hoje que “chegou a hora” de regressar ao seu país, após os sismos da passada quarta-feira, e que estará com o seu povo “muito em breve”.
Lusa | 23:34 – 28/06/2026



