Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o Conselho, organismo presidido e criado por Trump como parte de um plano de paz para a Faixa de Gaza, indicou que a sua avaliação dependerá da aplicação efetiva das medidas previstas para responder às necessidades da população do enclave palestiniano e para concretizar o roteiro político acordado para a governação, segurança e transição naquele território.
O organismo manifestou ainda o desejo de que sejam concluídas rapidamente as negociações sobre os mecanismos de implementação necessários para que o Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG) assuma plenamente as funções de governo.
“O princípio fundamental continua a ser uma autoridade, uma lei e uma arma”, referiu o Conselho da Paz, defendendo que todas as armas devem ficar sob o controlo de uma autoridade palestiniana unificada, em conformidade com o plano de paz para Gaza e com a Resolução 2803 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
O diretor-geral do Conselho da Paz, Nickolai Mladenov, considerou que a decisão do movimento extremista Hamas, que assumiu o poder na Faixa de Gaza em 2007, reforça a importância de concluir as negociações pendentes sobre o roteiro para a transição política.
Segundo Mladenov, um acordo permitirá ao CNAG assumir as suas responsabilidades, iniciar o processo de desarmamento, facilitar a retirada das forças israelitas e lançar a reconstrução em grande escala da Faixa de Gaza.
O Hamas anunciou hoje a dissolução do Comité de Governo de Emergência de Gaza como parte dos preparativos para a transferência de poder para o CNAG, reiterando o compromisso de concretizar essa transição.
De acordo com o plano em discussão, o CNAG coordenará com o Conselho da Paz a concretização da segunda fase da proposta norte-americana para Gaza, que prevê o desarmamento do Hamas, a retirada das tropas israelitas e o destacamento de uma força internacional para garantir a segurança durante o processo de reconstrução.
Segundo o texto, o CNAG permanece fora da Faixa de Gaza devido às objeções de Israel à sua entrada no território, enquanto prosseguem contactos entre o Hamas, outras fações palestinianas e mediadores egípcios para ultrapassar os obstáculos à aplicação do acordo alcançado em outubro de 2025.
Um acordo de cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro de 2025 entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, colocando fim a dois anos de guerra no enclave, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do grupo extremista no sul do território israelita, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.
Em retaliação dos ataques do Hamas em outubro de 2023, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
Apesar do acordo de cessar-fogo, as duas partes acusam-se mutuamente e regularmente de violar a trégua.
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