“As defesas aéreas intercetaram uma ameaça de míssil balístico lançada pela milícia terrorista huti”, afirmou o porta-voz da coligação, Turki al-Maliki, numa mensagem publicada nas redes sociais.
O lançamento dos mísseis ocorreu depois de os Hutis acusarem Riade de estar por detrás de um ataque ao aeroporto internacional de Sana, controlado pelo movimento, prometendo retaliar.
Entretanto, o Governo iemenita, reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita, reivindicou a responsabilidade pelo ataque ao aeroporto, afirmando que a operação teve como objetivo impedir a aterragem de um avião iraniano que transportava uma delegação huti de regresso de Teerão, onde participou nas cerimónias fúnebres do ex-líder supremo iraniano Ali Khamenei.
O Ministério da Defesa iemenita indicou que a delegação recusou viajar num avião da transportadora do país e insistiu em utilizar uma aeronave iraniana, o que levou ao ataque contra a pista do aeroporto.
Depois da operação, o Governo ordenou o encerramento de todos os aeroportos do país “até nova ordem”, embora controle apenas parte do território iemenita. Além de Sana, os hutis dominam grande parte do norte do país, incluindo importantes centros urbanos.
O porta-voz militar dos Huthis, Yahya Saree, responsabilizou Riade pelo ataque e garantiu que a ação “não ficará sem resposta nem impune”. De acordo com os meios de comunicação controlados pelos rebeldes, o avião acabou por aterrar em Hodeida.
O incidente representa a mais grave escalada entre as partes em vários anos e ameaça comprometer o cessar-fogo mediado pelas Nações Unidas em 2022.
O agravamento da situação ocorre também num contexto de crescente tensão regional, na sequência do reinício dos confrontos entre Estados Unidos e Irão.
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