Estamos em pleno agosto e as previsões meteorológicas para os próximos dias apontam para sol e calor. Ora, a utilização de equipamentos para refrescar as casas pode fazer disparar a fatura da eletricidade, mas há algumas dicas que podem ajudar.
“As temperaturas elevadas registadas durante o verão traduzem-se, cada vez mais, num aumento significativo do consumo de eletricidade. Entre equipamentos de climatização, ventilação e refrigeração, a necessidade de manter os edifícios confortáveis acaba por se refletir nos custos energéticos. A REN (Redes Energéticas Nacionais) registou dois máximos históricos consecutivos de consumo de eletricidade para um período de verão em Portugal, atingindo 171,1 gigawatts-hora (GWh), o que ultrapassa o anterior máximo registado em 2022 e demonstra a dimensão desta realidade”, refere a Bandora, uma empresa portuguesa da área da transformação digital dos edifícios.
Márcia Pereira, Founder e CEO da Bandora, explicou, citada em comunicado enviado às redações, que “quando enfrentamos temperaturas extremas, a tendência é a de aumentar o consumo de energia, mas esta não é a solução, porque mais eficaz do que intensificar o consumo é garantir que este é mais inteligente”.
“Os edifícios representam uma parte significativa do consumo energético, pelo que é precisamente neles que existe uma das maiores oportunidades para aumentar a eficiência e reduzir desperdícios, sempre sem comprometer o conforto”, acrescentou.
Cinco dicas para reduzir a fatura da luz
Nesta senda, a empresa portuguesa apresenta cinco estratégias para garantir uma gestão inteligente da energia nos meses de maior calor. Tome nota:
- Gerir a climatização de forma inteligente – “Os sistemas de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado representam uma das principais fontes de consumo energético dos edifícios. Ajustar automaticamente a climatização em função da ocupação dos espaços, das condições meteorológicas e do comportamento térmico do edifício permite reduzir desperdícios e, ao mesmo tempo, salvaguardar o conforto dos ocupantes”;
- Garantir a manutenção dos equipamentos – “Filtros obstruídos, equipamentos mal calibrados, ou sistemas sem verificação periódica exigem um maior esforço para atingir a temperatura pretendida. A manutenção preventiva melhora o desempenho das máquinas, prolonga a sua vida útil e contribui para a diminuição do consumo de energia”;
- Aproveitar as vantagens do edifício – “A exposição solar, a localização e a ocupação de um edifício influenciam a sua temperatura interior. Assim, gerir as condições dos espaços e aproveitar as suas vantagens é fundamental. Manter persianas e estores fechados durante as horas de maior calor e promover a ventilação natural nos períodos mais frescos ajuda a reduzir o aquecimento no interior e a diminuir a necessidade de recorrer ao ar condicionado”;
- Apostar em iluminação eficiente – “A substituição de soluções convencionais por iluminação de Díodo Emissor de Luz (LED) continua a ser uma das estratégias mais simples para diminuir os consumos energéticos. Para além de utilizarem menos energia, estas lâmpadas produzem menos calor, contribuindo, também, para uma menor necessidade de climatização”;
- Eliminar consumos desnecessários – “Computadores, ecrãs, impressoras e outros equipamentos continuam a consumir energia mesmo quando permanecem em modo de descanso. Desligar as máquinas e monitorizar os seus consumos permitem eliminar desperdícios que, acumulados ao longo do tempo, têm um impacto relevante na fatura energética.
Com a tendência de alterações climáticas e, consequentemente, de ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas no verão, investir na eficiência energética dos edifícios representa uma oportunidade para reduzir custos, diminuir emissões e aumentar a resiliência das infraestruturas”.
Leia Também: TUI aumenta prejuízo para 242,9 milhões num contexto marcado pela guerra



