A agenda não foi divulgada, mas a cimeira terá lugar numa altura em que o Irão indicou ter chegado a acordo com o Sultanato de Omã sobre uma nova rota de trânsito para navios no estratégico estreito de Ormuz, ponto central das tensões com os Estados Unidos.
A presidência turca já tinha anunciado a visita de Erdogan à Arábia Saudita na sexta-feira e o primeiro-ministro paquistanês chegou hoje a Riade, liderando uma grande delegação governamental e das Forças Armadas, num momento em que o Paquistão mantém os esforços de mediação no conflito entre Estados Unidos e Irão.
A agência de notícias oficial saudita (SPA) indicou que Sharif chegou a Jidá e foi recebido no Aeroporto Internacional Rei Abdulaziz pelo vice-governador de Meca, Saud bin Mishaal, pelo ministro do Ambiente, Abdulrahman bin Abdulmohsen, e pelo embaixador paquistanês na Arábia Saudita, Ahmed Farooq, entre outros responsáveis.
Sharif tem um encontro marcado com Mohammed bin Salman, mas os meios de comunicação social estatais não revelaram a agenda da delegação paquistanesa, que inclui também o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ishaq Dar, e o chefe do Exército, Asim Munir.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão adiantou hoje em comunicado que as conversações vão focar-se no “reforço das relações bilaterais” e na “troca de pontos de vista sobre questões regionais e internacionais de interesse mútuo”.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Tahir Andrabi, referiu na sua conferência de imprensa semanal que Islamabade “continuará a participar ativamente em iniciativas diplomáticas e a apoiar todos os esforços sinceros para alcançar uma solução abrangente, justa e duradoura para este conflito”.
O Paquistão tem desempenhado um papel central nos contactos diplomáticos entre Washington e Teerão e, juntamente com a Arábia Saudita, o Egito e a Turquia, faz parte de um grupo de países que apoiaram as negociações para tentar conter a crise no Médio Oriente.
A visita de dois dias à Arábia Saudita acontece, segundo diplomatas paquistaneses, “no meio de crescentes tensões no Golfo” e servirá para “aprofundar a cooperação estratégica, melhorar a coordenação multilateral e fortalecer uma aliança construída sobre décadas de confiança mútua”.
O Paquistão e a Arábia Saudita mantêm historicamente laços políticos, militares e económicos estreitos, reforçados em setembro com a assinatura de um acordo estratégico de defesa mútua.
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