O exército israelita “continuará a agir de forma decisiva contra as ameaças provenientes do território libanês e está pronto para passar rapidamente a operações ofensivas, caso a trégua seja violada”, afirmou o tenente-general Eyal Zamir, citado num comunicado do exército.
Por seu lado, “as forças armadas libanesas devem cumprir os seus compromissos, em conformidade com o acordo histórico que foi assinado, e agir para eliminar os terroristas do Hezbollah e as infraestruturas terroristas da zona”, acrescentou, citado pela Agência France-Presse.
Depois de ter conquistado, no final de maio, o castelo de Beaufort – uma fortaleza que remonta à época das Cruzadas, situada a poucos quilómetros a norte da fronteira -, o exército israelita afirmou ter descoberto uma rede de túneis do Hezbollah sob o edifício.
Beaufort serviu de base às forças israelitas durante as duas décadas de ocupação do sul do Líbano, que terminaram no ano 2000.
A guerra recomeçou no Líbano a 02 de março, quando o Hezbollah disparou contra território israelita em apoio ao Irão, alvo de uma ofensiva israelo-americana.
Israel respondeu com uma vasta campanha de bombardeamentos e uma ofensiva terrestre, ao mesmo tempo que multiplicava os apelos à evacuação de zonas inteiras do sul do Líbano, durante mais de três meses de combates.
O protocolo de acordo, assinado a 17 de junho entre Teerão e Washington, permitiu a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo no Líbano a partir de 21 de junho, antes da assinatura, a 26 de junho, de um acordo-quadro entre o Líbano e Israel com vista a uma “paz duradoura”.
Israel anunciou que pretende manter as suas tropas na zona, que podem estender-se até dez quilómetros da sua fronteira, e continua a realizar ataques pontuais.
“As atividades dos nossos soldados no cume de Beaufort e em todo o sul do Líbano decorrem em conformidade com o acordo e com os mecanismos que dele decorrem”, afirmou o general Zamir, ao alertar que “qualquer ameaça” contra os soldados ou contra civis israelitas “será imediatamente combatida e eliminada”.
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