No dia 1 de junho, os protagonistas são os mais novos. As crianças são convidadas a brincar, mas, neste caso, também, a mostrarem aquilo que sabem sobre alguns dos locais mais importantes do país.
A casa de democracia portuguesa abriu assim portas para saber o que os mais novos pensam sobre si. O resultado ficou registado em vídeo.
Na cadeira da verdade, sentaram-se, entre outros, Amélia, Marta, Manuel, Tomás, Leonard e Leonor, que têm entre 8 e 10 anos.
Aqui deram o seu parecer sobre o que representa a Assembleia da República, o que se faz no interior desta instituição e quantas pessoas ali trabalham. As suas respostas, como é habitual, vão divertir mas também mostrar que há pessoas de palmo e meio bem informadas sobre o país.
“É um sitio onde podemos dizer as nossas ideias para melhorar a cidade onde estamos”, “onde trabalham muitas pessoas que ajudam a comunidade” ou um “dos quatro órgãos soberanos que criam leis, e depois vão a AR para discutir essas leis para ver se deve ser aprovada ou reprovada”, dizem algumas crianças.
“É uma casa importante onde se debate assuntos importantes” remata, de forma simples, Tomás.
Já quanto ao número de deputados responsáveis por essas decisões, os números variam. Para algumas crianças são apenas 10, outros apostam em mais de 200. Para Leonard serão, talvez, uns “3 milhões”.
Sobre aquilo que é uma lei, os miúdos são unânimes em afirmar que é “quando alguém ordena fazer alguma coisa” ou é como se “fosse uma regra”.
Questionados sobre que regras gostariam de aprovar, há uma que prevalece: “que as crianças não pudessem ficar de castigo”.
A Assembleia da República é a sede do parlamento português e localiza-se no Palácio de São Bento, em Lisboa.
Assista na íntegra ao vídeo em causa em seguida:
Também o Presidente da República já emitiu a sua mensagem neste dia especial. António José Seguro aproveitou o dia para realçar os dados sobre a pobreza infantil em Portugal e apelou à proteção da infância como um dever coletivo, numa mensagem por ocasião do Dia Mundial da Criança.
“Num tempo marcado pelo agravamento das desigualdades e pela crescente exposição das crianças a novos riscos, precisamos de instituições mais articuladas, de comunidades mais próximas, de escolas mais inclusivas, de famílias mais acompanhadas e de uma sociedade mais consciente do dever coletivo de proteger a infância”, considera o chefe de Estado.
Nesta mensagem escrita, publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, António José Seguro faz referência aos dados sobre a pobreza infantil. Há duas semanas foi divulgado um estudo da Nova SBE, Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, segundo o qual em 2024 havia cerca de 301 mil crianças pobres em Portugal.
Para o Presidente da República, o Dia Mundial da Criança é uma data de celebração, mas que deve, também, convocar à reflexão sobre o país que se constrói para as novas gerações.
Leia Também: Dia da Criança: Quantas envolvidas em acidentes e afogamentos? O alerta



