Numa nota enviada à agência Lusa sob o lema “Uma FAUL de causas. Com as pessoas por um território com futuro”, Carla Tavares considera que este é “um momento particular” da vida federativa porque se inicia “um ciclo sem atos eleitorais externos imediatos”, o que dá “mais responsabilidade”, mas também a oportunidade de um trabalho “com maior proximidade com as estruturas locais e a preparar o futuro com rigor e serenidade”.
“O meu compromisso é com a estabilidade e com o reforço da coesão interna, valorizando cada militante e cada estrutura local como o coração da ação política”, compromete-se.
A eurodeputada do PS assumiu a liderança da FAUL do PS em janeiro de 2025, quando venceu as eleições intercalares com 71% dos votos, batendo então o ex-governante Miguel Prata Roque, um ato eleitoral que resultou da demissão daquele cargo do presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão.
Alertando para “tempos de incerteza” e “riscos reais” à democracia, Carla Tavares considera que perante “o avanço de populismos e extremismos ideológicos, o Partido Socialista na FAUL deve ser, tem de ser o baluarte da tolerância e dos valores humanistas”.
“Não baixaremos os braços na defesa do Estado Social e na construção de soluções concretas para a vida das pessoas”, promete.
A recandidata à liderança da FAUL do PS quer ainda aprofundar o trabalho conjunto que já foi iniciado com federação do PS/Setúbal.
Para as 11 concelhias da sua federação, Carla Tavares traça uma ação política que “terá como fio condutor” a habitação, a mobilidade e a saúde.
“A FAUL é o lugar privilegiado para o debate e para a proximidade. Quero continuar a percorrer este caminho convosco, promovendo uma participação ativa da base e ouvindo as legítimas aspirações de cada território”, acrescentou ainda.
Nas intercalares do início de janeiro de 2025, Carla Tavares obteve 2402 votos (71%) e Miguel Prata Roque 991 (29%), sendo o universo de militantes com capacidade eleitoral de cerca de seis mil pessoas.
Estas eleições – que foram apenas para a presidência já que os restantes órgãos federativos se mantiveram – determinaram que Carla Tavares será a sucessora de Ricardo Leão na presidência da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS.
Ricardo Leão demitiu-se da FAUL em novembro de 2024 na sequência da polémica devido à aprovação de uma recomendação do Chega na autarquia, relacionada com despejos em habitações municipais.
Carla Tavares deixou a presidência da Câmara Municipal da Amadora na sequência da eleição para o Parlamento Europeu, em 09 de junho de 2024, quando ocupou o sexto lugar da lista do PS.
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