Em comunicado, Dan Jørgensen saúda “muito vivamente” a inauguração da “importante interligação energética entre Espanha e Portugal”, considerando que uma União Europeia (UE) “mais forte deve assentar num mercado interno de eletricidade robusto”.
“As interligações transfronteiriças de eletricidade são essenciais para integrar uma maior quota de energias renováveis no nosso sistema e, consequentemente, reduzir os preços de energia”, afirma.
No comunicado, a Comissão Europeia considera que esta inauguração mostra a “necessidade de uma ação coordenada” da UE e contribui para concretizar a meta do bloco de alcançar “um nível de interligação elétrica de 15% até 2030”.
“As interligações transfronteiriças são essenciais para reforçar a resiliência do sistema elétrico, aumentar a competitividade através da redução dos preços da eletricidade e permitir a integração em larga escala de energias renováveis entre os Estados-membros”, refere o executivo comunitário.
Portugal e Espanha inauguraram hoje uma nova interligação elétrica num investimento de 70 milhões de euros do lado português, destinada a reforçar as trocas de eletricidade entre os dois países e a integrar mais energias renováveis.
A nova ligação é de muito alta tensão e faz parte do eixo elétrico entre o Minho e a Galiza, ligando a rede portuguesa à rede espanhola, através das subestações de Ponte de Lima, Fontefría e Beariz.
Na prática, a nova infraestrutura deverá permitir mais trocas de eletricidade entre os dois países, reduzir situações de congestionamento nas redes e facilitar a integração de produção renovável no sistema elétrico.
A nova ligação entra em serviço pouco mais de um ano depois do apagão ibérico de 28 de abril de 2025, que afetou Portugal e Espanha e reforçou o debate sobre a necessidade de redes elétricas mais robustas.
Hoje, na cerimónia de inauguração, a ministra do Ambiente e Energia considerou que a nova interligação elétrica com Espanha vai dar “mais resiliência à rede” e proteger os países “contra os apagões”.
“Dá-nos maior resiliência, de um lado e de outro, podemos aumentar a capacidade de produzir energias renováveis, dá segurança do abastecimento e menos probabilidade de um apagão”, explicou Maria da Graça Carvalho em declarações aos jornalistas.
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