“Sim, demiti-me”, afirmou o Presidente em declarações à agência de notícias francesa AFP, sem adiantar mais pormenores sobre a sua decisão.
“Já não me é possível cumprir adequadamente as minhas responsabilidades devido a uma doença que está a afetar as minhas capacidades físicas e mentais”, declarou Mohammad Shahabuddin, numa carta dirigida ao presidente da câmara baixa do parlamento, à qual a AFP teve acesso.
Eleito pelo parlamento em 2023, Shahabuddin desempenhava funções sobretudo cerimoniais.
Foi Shahabuddin quem anunciou, em agosto de 2024, a demissão de Hasina e a fuga da política, conhecida por ser a filha do Presidente fundador do Bangladesh (Sheikh Mujibur Rahman), para a vizinha Índia, após várias semanas de protestos antigovernamentais brutalmente reprimidos pelas forças de segurança.
Desde então, os adversários políticos de Mohammad Shahabuddin têm pedido regularmente a sua demissão.
Após um período interino liderado pelo Prémio Nobel da Paz, Muhammad Yunus, o Partido Nacionalista do Bangladesh (BNP) venceu as eleições parlamentares em fevereiro e o seu líder, Tarique Rahman, tornou-se o novo primeiro-ministro do país.
Leia Também: Bangladesh detém oficial procurado há 45 anos por assassínio



