Indira Campos, representante do BM no arquipélago, defendeu um “sistema de transportes interilhas fiável e acessível” para “transformar a atual recuperação impulsionada pelo turismo num crescimento mais amplo e resiliente”.
A economia cabo-verdiana cresceu 7% em 2024 e 6,3% em 2025.
“Melhorar a conetividade reduzirá os custos, integrará os mercados e garantirá que mais cabo-verdianos, em todas as ilhas, possam beneficiar do crescimento”, acrescentou.
No relatório indica-se que o transporte (aéreo e marítimo) doméstico, devido aos seus elevados custos e reduzida fiabilidade, constitui “um dos principais obstáculos à integração económica e à diversificação do turismo”.
“A fraca conetividade aumenta os custos para empresas e famílias, limita o desenvolvimento das cadeias de valor nacionais e concentra a atividade económica nas ilhas do Sal e da Boa Vista”, indicou o BM.
A situação afeta “a capacidade da economia para transformar o crescimento em oportunidades de emprego mais amplas, sobretudo para os jovens, as mulheres e os trabalhadores das ilhas menos ligadas ao turismo e a outros setores de crescimento”.
O BM recomenda o reforço da regulação, a modernização dos modelos de concessão das ligações domésticas e a criação de oportunidades para a participação do setor privado nos serviços de transporte aéreo e marítimo.
Segundo a instituição, o mercado de trabalho cabo-verdiano revelou resiliência em 2025, com a taxa de desemprego a descer para 6,2%, no entanto, “o desemprego jovem continua acima dos 15%”.
O BM prevê que o crescimento económico “desacelere para 4,8% em 2026, refletindo os efeitos do conflito no Médio Oriente”, estabilizando posteriormente “em torno de 5,1% no médio prazo”.
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