“As vítimas enterradas no local eram pessoas sepultadas antes da guerra, mas, durante a invasão terrestre da área, o exército arrasou partes do cemitério, incluindo o muro”, relatou um porta-voz da Defesa Civil à agência de notícias espanhola EFE.
A mesma fonte indicou que está em curso um projeto na Faixa de Gaza para restaurar cemitérios danificados ou destruídos.
Em julho de 2025, antes do cessar-fogo em vigor no enclave palestiniano, o Governo local, controlado pelos islamitas do Hamas, acusou Israel de ter destruído “total ou parcialmente” cerca de 40 dos 60 cemitérios do território.
Na mesma altura, condenou também uma alegada profanação de túmulos no Cemitério Turco de Khan Yunis, no sul do território.
Um ano antes, em agosto de 2024, o exército israelita devolveu às autoridades da Faixa de Gaza 84 corpos não identificados, que estavam sepultados no mesmo cemitério.
Nunca se determinou se estes corpos foram exumados por Israel durante a sua ofensiva terrestre, ou se pertenciam a prisioneiros, segundo a EFE.
Fontes das autoridades do enclave palestiniano disseram à agência espanhola que, ocasionalmente, Israel retirou corpos dos cemitérios para verificar se não eram de reféns israelitas em posse do Hamas.
A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelos islamitas palestinianos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
As duas partes acordaram um cessar-fogo em outubro do ano passado, mas as negociações com vista a um acordo de paz definitivo não conheceu avanços desde então.
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