Atenção, aforristas: os Certificados de Aforro vão render mais em julho, com a taxa de juro a fixar-se em 2,356%, acima dos 2,215% que se verificam atualmente. Este novo valor corresponde à média da Euribor a três meses, nos 10 dias que contam para o cálculo da taxa de juro.
Significa isto que os Certificados de Aforro vão voltar a render mais no próximo mês, que começa já na quarta-feira. Atualmente, a taxa de juro está nos 2,215%: “A taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro, Série F, em junho de 2026 foi fixada em 2,215%“, pode ler-se no site da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).
A subida das taxas Euribor, que se tem verificado nos últimos dias. tem impacto na rentabilidade dos Certificados de Aforro. Se continuarem a subir, em particular as Euribor a 3 meses, as taxas de juro destes produtos de investimento também poderão acompanhar a tendência.
O que são os Certificados de Aforro e quanto rendem?
O Governo revela que os Certificados de Aforro “estão entre os produtos financeiros favoritos das famílias, na hora de investir as suas poupanças”. Afinal, como funcionam? E quanto rendem?

Como funcionam os Certificados de Aforro e quanto rendem? Governo explica
Na prática, são uma forma de as “famílias emprestarem dinheiro ao Estado, por um período que pode chegar aos 15 anos, e em troca receber juros trimestrais que são capitalizados e um prémio de permanência atribuível à Subscrição”, explica o Governo. Saiba quanto rende este produto financeiro.
Beatriz Vasconcelos | 07:03 – 14/05/2026
“Os Certificados são um instrumento de dívida. Por outras palavras, são uma forma das famílias emprestarem dinheiro ao Estado, por um período que pode chegar aos 15 anos, e em troca receber juros trimestrais que são capitalizados e um prémio de permanência atribuível à Subscrição. O capital investido é integralmente garantido”, explica o Executivo, no site dedicado ao Orçamento do Estado.
Deve saber que, “para subscrever este produto financeiro, pode fazê-lo através do Aforronet, plataforma digital do IGCP ou através dos balcões dos CTT – Correios de Portugal, nas Lojas do Cidadão e nos canais digitais do Banco de Investimento Global”.
O Executivo explica que o “juro dos Certificados de Aforro varia em função da Euribor a três meses, não podendo a taxa base superar os 2,5% nem ficar abaixo de 0%“. Além disso, “esta taxa base é atualizada mensalmente pela Agência de Gestão de Tesouraria e Dívida Pública – IGCP na sua página oficial”.
“A esta taxa pode ser acrescentado um prémio de permanência, que depende do tempo em que o aforrador detém os Certificados”, explica o Executivo, acrescentando que este prémio varia da seguinte forma:
- 0,25 % – do 2º ao 5º ano;
- 0,5 % – do 6º ao 9º ano;
- 1 % – no 10º e 11º ano;
- 1,5% – no 12º e 13º ano;
- 1,75% – no 14.º e 15º ano.
Convém também referir que “pode resgatar o dinheiro aplicado nos Certificados de Aforro a partir do 3.º mês da subscrição, mas para não perder os juros, deve fazê-lo a partir da data em que ocorra o primeiro vencimento de juros da subscrição“.
Leia Também: Taxa Euribor desce a três e a seis meses e sobe a 12 meses



