Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da monarquia do golfo expressou “a mais veemente condenação às declarações feitas pelo autoproclamado porta-voz militar da milícia terrorista Houthi (…) impondo um bloqueio marítimo ao Reino”.
Riade acrescentou que “continua a apoiar o povo irmão iemenita e o seu Governo legítimo”.
Os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, impuseram hoje um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, após uma troca de tiros entre os dois lados na semana passada.
Os rebeldes “anunciam um bloqueio marítimo contra o inimigo criminoso saudita, de acordo com o princípio de ‘olho por olho’, com efeito imediato a partir da publicação desta declaração”, disse o seu porta-voz militar, Yahya Saree.
O responsável explicou a medida como uma resposta ao bloqueio imposto pela Arábia Saudita aos “portos e aeroportos” houthis, bem como ao ataque da semana passada ao aeroporto de Sana, assegurando que a organização política e militar armada do Iémen, pertencente à minoria muçulmana xiita Zaidita, retaliarão “a um bloqueio com um bloqueio e a qualquer escalada com uma escalada”.
“Qualquer ato insensato cometido pelo inimigo saudita, independentemente da sua escala, será respondido com uma escalada abrangente e decisiva”, assegurou.
Há uma semana, os houthis lançaram mísseis e drones contra o Aeroporto Internacional de Abha, no sul da Arábia Saudita, em retaliação por um ataque do Governo iemenita, apoiado por uma coligação militar liderada por Riade, contra o aeroporto da capital.
O grupo controla atualmente o noroeste do Iémen, incluindo a capital, Sana.
As ofensivas de 13 de julho foram os primeiros ataques recíprocos entre os dois lados desde o cessar-fogo mediado pela ONU em 2022.
O espaço aéreo iemenita continua sob controlo da coligação, que exige que as companhias aéreas obtenham autorização prévia para aterrar.
No entanto, os houthis parecem ter desafiado este acordo ao organizarem voos diretos entre o Irão e Sana, provocando a ira das autoridades e do seu aliado saudita.
Na passada terça-feira, os rebeldes alegaram ter abatido um drone de reconhecimento pertencente ao reino vizinho.
Durante a guerra em Gaza, os houthis interromperam o tráfego marítimo no mar Vermelho e no golfo de Áden, uma via navegável estratégica para o comércio global, intensificando os ataques com drones e mísseis contra navios.
O porto saudita de Yanbu, no mar Vermelho, permite ao reino exportar o seu petróleo, contornando o estreito de Ormuz, que está paralisado desde a guerra com o Irão.
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