No texto, o artista é recordado como “figura maior da cultura portuguesa contemporânea, cuja obra marcou de forma singular a música, a arquitetura e as artes plásticas”.
Natural de Leiria, onde nasceu em 1932, cresceu num meio culturalmente rico que moldou a sua sensibilidade artística.
“Pianista autodidata, cedo revelou talento, construindo um percurso ímpar, fortemente influenciado pelo jazz e pela tradição erudita”, refere.
O voto hoje aprovado recorda o “legado incontornável” que deixou como compositor, com canções como “No teu poema”, “Um homem na cidade” e “Madrugada”, esta última vencedora do Festival da Canção de 1975, “associada ao espírito de liberdade do pós-25 de Abril”.
Paralelamente, destacou-se como arquiteto e artista plástico, desenvolvendo obra relevante também no ‘design’, na cenografia e nas artes gráficas. Nas artes visuais, percorreu diferentes fases, do neorrealismo à abstração e à figuração, expondo em instituições de referência.
Foi ainda dinamizador cultural e, em 2014, recebeu o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.
“José Luís Tinoco afirmou-se, assim, como um criador total, cuja obra atravessa gerações e disciplinas, deixando uma marca duradoura na cultura portuguesa”, refere o voto, em que se apresentam condolências à família, amigos e à comunidade artística.
Em 2021, a RTP estreou o documentário “Vida e obra de José Luís Tinoco”, de Laurent Filipe, disponível na plataforma RTP Play, que atravessa as diferentes expressões da sua obra.
Em 2022, o município de Leiria homenageou-o nos seus 90 anos, num concerto com os músicos Bernardo Tinoco, Pedro Branco, João Hasselberg e João Sousa.
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