“A Alemanha vai participar nestes exercícios. O Governo está a analisar a forma como esta participação vai ser realizada”, declarou o porta-voz do Governo alemão, Stefan Kornelius.
A realização de exercícios militares conjuntos no âmbito da Coligação, que pretende enviar uma força internacional para a Ucrânia assim que for alcançado um acordo de paz com a Rússia e estabelecido um cenário pós-guerra, foi o principal resultado da última cimeira do grupo, realizada na segunda-feira em Paris, sob o comando do Presidente francês, Emmanuel Macron.
Na terça-feira, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, confirmou que o país vai acolher os primeiros exercícios militares da Coligação este outono.
“Os primeiros exercícios com tropas francesas e britânicas vão ter lugar na Polónia este outono”, afirmou Tusk, acrescentando a Coligação vai estar preparada para “oferecer garantias reais de segurança à Ucrânia, mas também à região”.
Espera-se que este primeiro exercício seja de pequena escala para testar as estruturas de comando e os processos de tomada de decisão.
A Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia, lançada em 2025, reúne três dezenas de países dispostos a fornecer garantias de segurança a Kyiv para impedir uma nova agressão russa após o fim do atual conflito.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.
Os russos exigem concessões territoriais para acabar com a guerra, entre outras condições, recusadas pela Ucrânia, que tem contado com o apoio em armamento e ajuda financeira de diversos aliados ocidentais, com destaque para a União Europeia. Os Estados Unidos têm estado a mediar negociações entre Moscovo e Kiev, mas sem resultados até agora.
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