Gostava de começar uma carreira na Função Pública, como trabalhador do Estado, mas não sabe por onde começar? Este artigo é para si.
“Ingressar na Administração Pública é, hoje, uma escolha de carreira, que exige escrutínio, preparação e uma noção clara de mérito. Para quem procura ter um papel ativo no desenho e na execução das políticas públicas, o caminho faz-se através de regras claras, onde a transparência se sobrepõe à burocracia”, explica o Governo, no âmbito da rubrica Finanças à Lupa, publicada no site do Orçamento do Estado para 2026.
O princípio fundamental do acesso ao Estado, explica o Executivo, “é a igualdade de oportunidades”, sendo que “todo o processo passa, obrigatoriamente, pela Bolsa de Emprego Público (BEP), a plataforma digital onde são publicitadas as vagas existentes no país”.
O Governo explica ainda que o “concurso público é a regra e desdobra-se em etapas previsíveis: a avaliação curricular (para validar as competências académicas e profissionais), as provas de conhecimentos escritas e, na maior parte dos casos, a entrevista profissional de seleção. É a nota final que dita o recrutamento, garantindo que o mérito dita a escolha”.
Deve ainda saber que “as vias de acesso à Administração Pública variam consoante a natureza das funções”, sendo que o “Estado divide-se entre carreiras gerais e especiais, muitas delas atualmente no centro da estratégia de valorização e atratividade do Governo” e explica:
- Técnicos Superiores: “São a espinha dorsal de ministérios e direções-gerais. Exigem a titularidade de uma licenciatura e o seu recrutamento tem sido otimizado através de procedimentos concursais centralizados. Este modelo cria bolsas de candidatos aptos, permitindo que o Estado capte perfis qualificados em áreas tão diversas como a Economia, o Direito, a Engenharia ou a Gestão, integrando-os rapidamente onde são mais necessários”;
- Carreiras Especiais e Setoriais: “Estas são áreas onde a especificidade da função exige um escrutínio ainda maior. Setores como a Saúde (médicos, enfermeiros, técnicos superiores de saúde), a Justiça (oficiais de justiça) ou a Inspeção (inspetores tributários, entre outros) exigem frequentemente estágios profissionais integrados, formações específicas ministradas pelo próprio Estado ou cédulas profissionais muito bem delimitadas”.
No âmbito da mesma rubrica, o Governo explica também que a “valorização das carreiras e dos trabalhadores da Administração Pública, como aquela que temos assistido recentemente – com a celebração de dezenas de acordos e revisão de dezenas de carreiras – assume particular relevância na atratividade destas funções, sobretudo junto dos jovens licenciados”.
“Além disso, no âmbito da reforma do Estado que tem vindo a ser desenvolvida, a previsibilidade, progressão justa e uma cultura de avaliação onde o bom desempenho conta, são também pilares que têm vindo a ser reforçados”, pode ler-se.

PS pede audição de Miranda Sarmento sobre nomeações para Função Pública
O PS pediu hoje a audição do ministro das Finanças sobre a política de nomeações de dirigentes e responsáveis da Administração Pública e do setor empresarial do Estado, alegando que têm sido feitas escolhas baseadas em critérios políticos.
Lusa | 12:40 – 19/06/2026
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