A companhia aérea explicou que o plano de redução de custos coloca em risco a continuidade de 290 postos de trabalho administrativos, bem como 140 de tripulantes de cabina e 70 de pilotos.
“A Aer Lingus irá consultar os colaboradores e os seus representantes sobre as alterações nas funções da sede central e as modificações na rede de rotas. Estas alterações poderão implicar a saída de até 500 colaboradores”, lê-se na informação divulgada.
Segundo a Aer Lingus, estas medidas de “melhoria da eficiência e da produtividade” têm como objetivo tornar a companhia aérea um “destino atraente para o investimento” no seio da IAG, composta pela British Airways, Iberia, Vueling e Level.
A companhia irlandesa assegurou no comunicado que aspira atingir e manter uma margem operacional entre 12% e 15% para atrair investimentos a médio prazo.
Além disso, antecipou que as alterações na rede de rotas, a ser aplicadas a partir do final de setembro de 2026 até ao verão de 2027, implicarão uma redução de 6% da atividade aérea, o que incluirá a eliminação ou modificação de alguns voos de longo e curto curso.
“A transformação acelerada visa preparar a Aer Lingus para o futuro, garantir que a companhia aérea seja um investimento sólido e que consiga fazer face às turbulências do setor”, afirmou no comunicado a presidente executiva (CEO) da Aer Lingus, Lynne Embleton.
A presidente executiva (CEO) argumentou que a Aer Lingus, que emprega cerca de 6.000 pessoas, tem de passar por um processo de reestruturação para fazer face ao “contexto macroeconómico adverso persistente, ao forte aumento da concorrência nas rotas transatlânticas e aos elevados custos do combustível”.
A companhia aérea registou prejuízos de 103 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026.
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