“A decisão de José Luís Carneiro é um cheque em branco e um favor ao governo. Montenegro sorri com esse favor: o Chega dá-lhe o discurso e o PS dá-lhe os votos”, criticou José Manuel Pureza numa reação nas redes sociais.
Na quarta-feira, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, anunciou que vai propor aos órgãos do partido a abstenção na votação do Orçamento do Estado para 2027 depois das garantias que foram deixadas pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Caso os órgãos do partido aprovem esta abstenção do PS, a viabilização do documento fica assegurada, independentemente dos votos das restantes bancadas.
José Manuel Pureza considerou que “haverá muitos socialistas que não desistem de ser alternativa à direita e que não estão confortáveis com manter esta crise de custo de vida e a degradação dos serviços públicos”.
“É também com eles que vamos à luta contra o orçamento”, acrescentou.
O Parlamento vai debater na generalidade a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 nos dias 27 e 28 de outubro, estando a votação final global prevista para 24 de novembro.
Por lei, a proposta de Orçamento do Estado do Governo tem de entrar formalmente na Assembleia da República até 10 de outubro. Mas este ano, sendo 10 de outubro um sábado, o prazo estende-se até 12 de outubro, a segunda-feira seguinte.
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