“Não desvalorizando essa decisão por parte do Governo, a questão de fundo é que é preciso mesmo aumentar as reformas, porque o complemento solidário para idosos é uma prestação social que é dirigida a quem cumpre determinados requisitos”, frisou, após ser questionada sobre o aumento de 50 euros no complemento solidário para idosos (CSI) em 2027 hoje anunciado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, depois do Conselho de Ministros.
Paula Santos, que falava aos jornalistas depois de uma reunião com a administração da ULS São José, no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, no âmbito das jornadas parlamentares do PCP, sublinhou que os beneficiários do CSI são cerca de 200 mil, mas que os reformados no país que têm uma pensão igual ou inferior a 500 euros ascendem a um milhão.
Para a líder da bancada comunista, “há necessidades de valorizar mesmo as pensões para permitir efetivamente uma melhoria das condições de vida por parte dos idosos no nosso país, de quem trabalhou uma vida inteira”.
A deputada recordou que o Parlamento discutirá no próximo dia 08, a pedido do PCP, a subida das pensões, num debate em que para o qual o partido apresentou uma resolução (sem força de lei) em que pede ao Governo o aumento intercalar reformas no mínimo de 50 euros por pensionista com efeitos retroativos a 1 de julho de 2026.
“A verdade é que o complemento solidário de idosos abrange um número de idosos, mas não tem uma abrangência para todos os idosos com pensões baixas no nosso país e são muitos”, assinalou.
Questionada sobre a intenção do Governo, anunciada pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, de encontrar uma forma de integrar na Administração Pública parte dos trabalhadores atualmente afetos à gestão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), como já tinha proposto o PCP, Paula Santos sublinhou a importância desta integração e exigiu que “todos aqueles que desempenham funções permanentes” sejam contratados.
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