Segundo vários órgãos de comunicação social, o incêndio, que terá tido origem numa avaria no sistema de exaustão da automotora, foi apagado pelos trabalhadores da CP e pelos Bombeiros de Espinho.
Uma passageira foi transportada, por precaução, para o Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, e os restantes passageiros tiveram de abandonar a composição, tendo sido transportados de autocarro até aos respetivos destinos.
Numa nota enviada à Lusa, a distrital do Bloco diz que este incêndio não é um episódio isolado e cita uma notícia do jornal Público, segundo a qual, em apenas dois meses deste ano a CP suprimiu 97 comboios na Linha do Vouga, por “avarias do material circulante, falta de revisores, falta de PDA (Personal Digital Assistant) e até roubo de gasóleo”.
Os bloquistas referem que as automotoras da série 9630, que asseguram o serviço, estão no limite da sua vida útil e que o Movimento Cívico pela Linha do Vouga tem alertado para o facto de as avarias constantes serem a principal causa das supressões nesta via que liga Espinho a Aveiro.
Apesar disso, a aquisição de novo material circulante para a linha continua sem data, diz o Bloco, assinalando que a CP tem justificado o adiamento com a falta de decisão sobre a eletrificação da linha, que está prevista no Programa Nacional de Investimentos 2030.
“O Bloco de Esquerda tem vindo a denunciar o abandono a que a Linha do Vouga tem sido votada pelos sucessivos Governos. A falta de investimento no material circulante e nos trabalhadores da CP coloca em causa a qualidade do serviço e, como este incêndio demonstra, a segurança de passageiros e trabalhadores”, lê-se na mesma nota.
O Bloco realça que a CP é uma empresa pública e o Governo tem responsabilidade direta nesta matéria, afirmando que vai questionar o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre quais as medidas que estão a ser tomadas para garantir a segurança da circulação e a renovação do material circulante na Linha do Vouga.
Os bloquistas querem saber ainda se já foram apuradas as causas do incêndio e se a ocorrência foi comunicada ao Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) e ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).
Outra das perguntas dirigidas ao Ministério de Miguel Pinto Luz é quantas automotoras se encontram atualmente operacionais na Linha do Vouga e qual o seu estado de manutenção e para quando está prevista a aquisição de novo material circulante para a Linha do Vouga.
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