Gideon Saar “informou a embaixada neerlandesa em Israel que os diplomatas neerlandeses que trabalham em Ramallah deverão devolver a sua documentação diplomática emitida por Israel no prazo de sete dias”.
“Após este período, expirarão os privilégios e as imunidades diplomáticas concedidas pelo Estado de Israel”, refere o gabinete do ministro, em comunicado, na sequência de sanções impostas pelos Países Baixos aos colonatos israelitas neste território ocupado, considerados ilegais segundo o direito internacional.
Se os Países Baixos desejarem continuar a representar os interesses dos cidadãos palestinianos, deverão fazê-lo “a partir do território da Autoridade Palestiniana”, refere a nota.
A medida surge em resposta à entrada em vigor, nos Países Baixos, de uma lei que proíbe o comércio de produtos israelitas provenientes dos territórios ocupados da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e dos Montes Golã.
Já em agosto, após o anúncio da aprovação da lei, Israel ordenou a expulsão da delegação dos Países Baixos do centro multinacional de supervisão do cessar-fogo em Gaza, em Kiryat Gat (sul de Israel), alegando que o governo tinha levado a cabo “ações anti-Israel”. Esta decisão, segundo o gabinete de Saar, já foi implementada.
“Qualquer país que atue de forma hostil e unilateral contra Israel perderá influência e relevância na região”, afirmou o ministro.
De forma semelhante, o ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel já tinha anunciado, no início deste mês, uma série de “contramedidas” contra o Reino Unido — incluindo o encerramento do seu consulado em Jerusalém — em resposta às sanções comerciais anunciadas por aquele país aos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada.
Além do encerramento do consulado, Saar anunciou a retirada de representantes do Reino Unido do centro de coordenação para Gaza, a suspensão das atividades de treino britânicas das forças da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia e a proibição de entrada em Israel a certos cidadãos britânicos.
Leia Também: Líder do Irão sobreviveu pela 2.ª vez a ataque dos EUA: “Resgatado”



