As autoridades do Cazaquistão anunciaram hoje que 14 militares morreram na quinta-feira durante manobras navais no Mar Cáspio devido a uma forte deterioração das condições meteorológicas, acrescentando que terminaram as operações de busca.
Durante os exercícios, 17 soldados caíram ao mar, referiram.
Inicialmente, o Ministério da Defesa tinha noticiado que 19 soldados “tinham sido levados” pela tempestade e que três foram resgatados.
Hoje de manhã foram encontrados os corpos de dois soldados que estavam desaparecidos, acrescentou o Ministério da Defesa, elevando o número de mortos anteriormente divulgado pelas autoridades de 12 para 14 tendo sido declarado que foram encerradas as buscas.
A Procuradoria-Geral do Cazaquistão anunciou a abertura de um inquérito e afirmou ter identificado “os responsáveis suspeitos de negligência no exercício das suas funções”, indicou um comunicado oficial.
O acidente ocorreu ao largo da região de Mangystau, na área de atuação da guarnição de Aktau, capital da região.
O Presidente Kassym-Jomart Tokayev encarregou uma comissão governamental de tomar todas as medidas necessárias para apurar as circunstâncias do acidente e prestar assistência às famílias das vítimas.
Tratou-se do acidente mais grave envolvendo o Exército de Astana nos últimos anos.
O Presidente do Cazaquistão decretou hoje dia de luto nacional.
Na terça-feira, o Ministério da Defesa tinha anunciado o início de exercícios militares denominados “Defesa do Mar Cáspio – 2026” numa área que faz fronteira com a Rússia, o Azerbaijão, o Irão e o Turquemenistão.
Mais de 500 militares da Marinha do Cazaquistão participam nas manobras, juntamente com unidades da Guarda Costeira e da Força Aérea.
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